Por que escrevemos tanto sobre o amor?

Encontrei um texto que escrevi quando tinha 13 anos (em um blog privado, que nunca foi ao ar, mas o qual eu gostava de brincar de escrever) em que eu trazia a temática “Por que escrevemos tanto sobre o amor?”. Lembro-me vagamente de quando a dúvida surgiu na minha cabeça de pré-adolescente que adorava pensar.

Estava eu folheando uma revista aleatória e procurando livros para ler- eu acabava passando mais tempo fazendo isso do que lendo-os de fato- quando encontrei um ranking de “top 10 livros mais vendidos atualmente”. Enquanto estava olhando, percebi que 8 desses eram de romance. Peguei o livro de contos que começara a ler pouco antes e contei quantos envolviam romance no título: 10 dos 12. Fiquei abismada. Como pode?

Aos meus 13 anos, o mais próximo de romance que eu havia presenciado fora um namoro que durou um dia, aos meus 11 anos. Apesar disso, enquanto estava nessa reflexão, lembrei da história que tinha começado a escrever no ano anterior… era uma história de romance. Eu, que não sabia o que era amar, que sequer tinha exemplos de casais ao meu redor, escrevia um romance. Pensei, então, nos livros que eu lia com mais frequência. Não é de se surpreender que percebi que eram de terror- quer dizer, amor. (Licença para piada de tio).

Alguns dos pensamentos da minha cabeça de 13 anos que encontrei no blog foram:

Pode ser porque não é um tópico muito difícil de se escrever.

Pode ser por preferência do público, que adora drama, intriga, e se meter na vida alheia, principalmente na vida amorosa alheia, e ler sobre a mesma, mesmo que fictícia, deve ser um modo de suprir esse desejo. Maior demanda determina o que se escreve, então?

Pode ser porque estão apaixonados. Mas, se for assim, não é possível que escrevam sobre todas emoções que sintam.

Pode ser porque não estão apaixonados e querem sonhar um pouco ao escrever sobre o amor. (Meu caso.)

Por fim, acabei escrevendo um pouco no bendito blog sobre isso e, poucos minutos após não ter chegado em uma conclusão, voltei a simplesmente viver com isso. Durante os anos, vez ou outra me pego com a pergunta em minha mente.

Por quê?

Minha intenção não era usar esse site como um fórum aberto, mas, why not? Se alguém, algum dia, acabar lendo esse texto, seja porque encontrou aleatoriamente ou porque procurou sobre o tema, e tiver se importado o suficiente de ter chegado até aqui, por que não compartilhar opiniões?

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