Principais Hardwares e suas funcionalidades

Um computador é composto principalmente por software que é o conjunto de programas, instruções e regras informáticas, e também pelo hardware que é o conjunto de componentes físicos, ou seja, tudo o que podemos tocar. Hoje vamos conhecer um pouco melhor sobre os principais hardwares e suas funções.
Placa-mãe
O que é placa mãe? Entre as placas que compõem o PC, merece destaque especial a placa mãe. Ela é responsável pelo encaminhamento dos dados de um lado para o outro, ou seja, de dispositivos externos para o processador ou para a memória. Além de permitir o tráfego de informação, a placa mãe também alimenta alguns periféricos com a energia eléctrica que recebe da fonte do gabinete. Todas essas funções tornam o nome “mãe” ter toda a lógica.

A sua qualidade determina o quanto o seu sistema será eficiente. A placa mãe junta os seus principais componentes vitais para o funcionamento do computador, incorpora o processador, as memórias, as interfaces, chipsets e a BIOS. A placa mãe também é conhecida por: motherboard, placa de CPU, placa de sistema, placa principal, entre outras.
É na placa mãe que serão inseridas outras placas, chamadas de placa de interface, placas de expansão ou placa auxiliares. A conexão destas placas é feita através de conectores chamados de slots de expansão, ou simplificando, apenas slots.
A placa mãe também costuma carregar diversos recursos. Alguns modelos dispõem, por exemplo, saída de vídeo. Nestes casos, a placa possui um processador gráfico embutido, ou usa as capacidades gráficas do processador da máquina.
Modelos:
- ASRock B150M-HDS/D3
- ASUS Z170-Pro
- EVGA Z170 Classified
Processador
Este é o grande pivô da história. O processador, basicamente, é o “cérebro” do computador. Praticamente tudo passa por ele, já que é o processador o responsável por executar todas as instruções necessárias. Quanto mais “poderoso” for o processador, mais rapidamente suas tarefas serão executadas.

Todo processador deve ter um cooler (ou algum outro sistema de controle de temperatura). Essa peça (um tipo de ventilador) é a responsável por manter a temperatura do processador em níveis aceitáveis. Quanto menor for a temperatura, maior será a vida útil do chip. A temperatura sugerida para cada processador varia de acordo com o fabricante, com o mecanismo e com o desempenho. Procure saber com o fabricante qual a temperatura ideal para o seu processador. Se o valor estiver acima do limite, talvez seja necessário melhorar a ventilação interna da máquina. Para conhecer a temperatura, fabricantes de placas-mães costumam oferecer programas próprios para isso. Em muitos casos, também é possível obter essa informação no setup do BIOS (visto no item placa-mãe, mais adiante).
Vale ressaltar que cada processador tem um número de pinos ou contatos. Por exemplo, o antigo Athlon XP tem 462 pinos (essa combinação é chamada Socket A) e, logo, é necessário fazer uso de uma placa-mãe que aceite esse modelo (esse socket). Assim sendo, na montagem de um computador, a primeira decisão a se tomar é qual processador comprar, pois a partir daí é que se escolhe a placa-mãe e, em seguida, o restante das peças.
O mercado de processadores é dominado, essencialmente, por duas empresas: Intel e AMD. Eis alguns exemplos de seus processadores: Intel Core 2 Duo, Intel Core i7, Intel Atom (para dispositivos portáteis), AMD Athlon X2, AMD Phenom II e AMD Turion X2 (também para dispositivos portáteis). Abaixo, a foto de um processador.
Memória RAM
RAM significa Random Access Memory (memória de acesso randômico). Nela, os dados se perdem quando o computador é desligado. Os módulos de memória, também conhecidos como “pentes de memória”, são os responsáveis pelo armazenamento dos dados e instruções que o processador precisa para executar suas tarefas. Esses dados são fornecidos pelo usuário e/ou retirados do HD (Hard Disk- Disco Rígido). Existe também uma categoria chamada memória ROM, que armazena permanentemente os dados. Existe mais de um tipo de memória RAM. Cada um tem uma forma de encapsulamento e um modo de funcionamento. Atualmente, o tipo de memória mais usado é o padrão DDR3, cuja imagem é vista a seguir.

Modelos:
DDR SDRAM (Double Data Rate SDRAM): as memórias DDR apresentam uma evolução significativa em comparação ao padrão SDR, pois estas são capazes de suportar com o dobro de dados em cada ciclo de clock (memórias SDR funcionam apenas com uma operação por ciclo). Ou seja, por exemplo, uma memória DDR que trabalha na frequência de 133 MHz, acaba por duplicar o seu desempenho, como se trabalhasse à taxa de 266 MHz. É possível identificá-las visualmente em relação aos módulos SDR, pois este contém duas divisões na parte inferior, onde estão seus contactos, enquanto que as memórias DDR2 apenas contêm uma divisão;
– DDR2 SDRAM: as memórias DDR2 são uma evolução das memórias DDR. A sua principal característica é a capacidade de funcionar com quatro operações por ciclo de clock, ou seja, o dobro do padrão anterior. Os módulos DDR2 também contam com apenas uma divisão em sua parte inferior, porém, essa abertura é um pouco mais deslocada para o lado;
– DDR3 SDRAM: as memórias DDR3 são evidentemente uma evolução das memórias DDR2. Duplicam a quantidade de operações por ciclo de clock, desta vez, de oito.

Disco Rígido (HD)
O Disco Rígido, cujo nome em inglês é Hard Disk (HD), serve para armazenar dados permanentemente ou até estes serem removidos. Fisicamente, os HDs são constituídos por discos. Estes são divididos em trilhas e, por sua vez, estas são formadas por setores. Os HDs podem armazenar até centenas de gigabytes. A velocidade de acesso às informações dos discos depende, em parte, da rapidez em que estes giram. Os padrões mais comuns são de 5.400 rpm (rotações por minuto), 7.200 rpm e 10.000 rpm.
Para serem usados pelo computador, os HDs precisam de uma interface de controle. As existentes são IDE (Intergrated Drive Electronics), SCSI (Small Computer System Interface) e SATA (Serial ATA).
A imagem abaixo mostra a parte interna de um HD. Repare nos discos (pratos), o local onde os dados são gravados:

Modelos:
- HD IDE ou PATA
Estes são os discos mais antigos e utilizam um cabo maior para a transmissão de dados — cabos com 40 ou 80 vias. Os discos IDE utilizam cabos de energia de quatro pinos, presentes na maioria das fontes padrão. Os HDs do tipo PATA são grandes e pesados, confira na imagem abaixo como identificá-los.
- HD SATA
O novo padrão de HD é o SATA e reconhecê-lo é bem simples, porque ele utiliza um cabo de oito vias bem fino. Relembra-se ainda que apesar de já existir os discos SATA 2 (a segunda versão desses HDs), fisicamente não há diferenças. Na figura abaixo há um exemplo de HD SATA e os respectivos cabos (de dados e de energia) que ele utiliza.

- SSD
O novo tipo de discos para armazenamento são bem compactos, ultrafinos e leves. Um disco do tipo SSD é super simples e não tem partes eletrônicas visíveis. O cabo dos SSD é exatamente o mesmo utilizado em HDs SATA, visto que ele tem o mesmo padrão de transferência. Confira na imagem abaixo como identificar se o seu disco é um SSD.

Placa de vídeo
Eis outro importante item em um computador. Cabe à placa de vídeo gerar tudo o que vai aparecer em seu monitor de vídeo, como imagens de jogos e de aplicações, efeitos, etc. Hoje, tem-se uma imensa variedade de placas, porém, as marcas mais conhecidas desse segmento são a AMD (após esta comprar a ATI) e a NVIDIA, duas fortes concorrentes. Na verdade, ambas produzem o chip gráfico ou GPU (uma espécie de processador responsável pela geração de imagens, principalmente em aplicações 3D). Quem produz as placas são outras empresas, como MSI, Zotac, ECS, Gigabyte, Asus, entre outras.

É possível encontrar no mercado placas-mãe que possuem placas de vídeo onboard, isto é, onde o vídeo é fornecido de maneira integrada. Essa característica permite economia de gastos, porém pode afetar o desempenho do computador, motivo pelo qual esse tipo de hardware é indicado apenas para computadores destinados a atividades básicas.
As placas de vídeo antigas usavam o slots PCI e AGP. Hoje, o padrão é a tecnologia PCI Express (PCI-E).
Bibliografia: