Humanidade

Ter crença na humanidade é algo que em tese parece ser obrigatório aos que dela corroboram. Em antítese ao fato de que muito nos dá o cosmos, Deus, ou qualquer outra coisa em que acredite, a humanidade anda um tanto quanto maldosa e, porque não, maliciosa em tempos modernos.

Muito me lastima não poder entender o que move estes animais humanos a agirem na contramão do bom senso. Explico: gosto de entender para aprender e reverter a situação (coisa de escorpiano com ascendente em câncer – intensos e controladores). Não há mal que não traga bem e não há bem que dure para sempre. Estariam corrompidos e já foram bons? Não que sejam de todo maus, mas uma boa parte perdeu a ética e as bases de genuína bondade que permeavam as entranhas e que, continuo acreditando, nascem com cada um de nós.

Irreversivelmente, a maldade de uns contagia os outros e acaba por prejudicar alguns na mesma medida. Gente boa, sonho grande, no lugar certo. Em vias de fato, muito se fala e pouco se comunga acerca dessas palavras-chave que deveriam guiar os humanos pelas organizações afora.

Um tanto quanto frustrante mas inócuo de julgamentos, já que não há de se compreender a experiência do outro sem ser ele mesmo. É por isso que a busca pela sanidade mental anda tão acirrada e a vaidade tão a flor da pele. A selva está viva — bem viva — e precisa de compreensão. Busquemos fazer nossa parte e pesar se as palavras e pensamentos que proferimos nos ambientes pouco amistosos são de bom grado ou apenas tecem a teia que nos leva ao mesmo caminho que tantos já tomaram: a loucura descabida chamada grandes corporações. Sejam a diferença na vida das pessoas e incutam a cura pelo melhor caminho: o caminho do exemplo. Como diria uma garotinha que conheci há anos: “De grão em grão a galinha enche o papo!”.

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