A charge de Diogo Salles exemplifica bem como serão os próximos dias de campanha.

A polarização está no segundo turno



Para quem achou que, finalmente, nesta eleição majoritária a disputa seria entre a “Terceira Via” e o Petismo, eis que as urnas mostraram que a polarização entre PT e PSDB continua mandando nos destinos da nação.

Nos dias em que antecederam o 1° turno, os institutos de pesquisa já mostravam que o candidato Aécio Neves iria para o segundo turno das eleições presidenciais. Na apuração dos votos, porém, o que se viu é que a diferença entre o projetado pelas pesquisas e os votos válidos foi muito maior.

Marina Silva, candidata do PSB (ou melhor: representante da Rede Sustentabilidade que herdou a vaga de postulante à presidência após a trágica morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos), teve uma votação expressiva. Entretanto, foi parecida com a que teve em 2010. Continua sendo uma alternativa interessante. Mas, e daqui a 4 anos? Ela conseguirá oficializar seu partido e o seu método de fazer política?

Para a campanha da situação, um sinal de alerta. A vantagem não foi tão grande como os dados da pesquisa indicavam. Será que os ataques aos tucanos serão iguais aos de eleições passadas? E os tucanos, será que conseguirão convencer o eleitor “marineiro” de que é uma opção viável para fazer, se não uma Nova Política, um governo que o represente?

O legal, mesmo, foi ver que o número de votos brancos e nulos foi menor do que o registrado na última eleição presidencial. Em 2010, foram mais de 30 milhões de ausentes. Neste ano, “apenas” cerca de 11 milhões.

Agora, pergunto. Será que agora Dilma e Aécio divulgarão seus programas de governos?

Aguardemos os debates.