Por Caio Lima

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Ilustração por Nátali Nuss (@nuss.art)

Com cinco livros publicados, o franco-argelino Albert Camus venceu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957, com apenas 44 anos. Dois anos depois, ele pegou uma carona com seu editor e morreu quando o motorista bateu o carro. O editor morreu cinco dias depois no hospital. No bolso de Camus, estava o bilhete do trem que ele ia pegar antes da oferta de carona. Em 2017, a editora Record relançou A Peste e outras obras do autor.

Você encontra o Rede Poderosa de Intrigas no iTunes, Spotify, Deezer, SoundCloud, Pocketcasts, Anchor e Google Podcasts através desse link aqui — é só escolher onde quer…


Por Caio Lima

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Ilustração @nuss.art

George Saunders estreou no romance de ficção já colocando um Man Booker Prize, maior prêmio literário em língua inglesa, no currículo, em 2017. O renomado contista texano, aos quase sessenta anos de idade, resolve sair da zona de conforto na carreira (já muitíssimo premiada) para se aventurar na narrativa longa. Não poderia ser mais certeiro.

Ao decidir reconstruir a figura de um Abraham Lincoln destroçado pela morte do filho, Willie, e, enquanto presidente dos EUA, vendo o esfacelamento do país em plena Guerra Civil, Saunders não só ajuda a revitalizar as discussões acerca da história do próprio país em sua personalidade e personificação, como incorpora às personagens — fictícias ou não — nuances ainda mais complexas, abrindo caminhos que pairam sobre a própria maneira de contar histórias, de narrar acontecimentos históricos e a formação literária do país. …


Por Caio Lima

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Estatísticas mostram que, apenas nos primeiros dias de 2019, mais de 30 casos de feminicídio foram registrados no Brasil. Com a diferença de pouco mais de três décadas, os casos impossíveis de Selva Almada servem para ilustrar o desterro e o quadro amplo de violência vivido por mulheres em toda a América Latina, sem o menor sinal de mudança.

Selva Almada, em Garotas Mortas, conta três casos de feminicídio cometidos nos anos 80: Andrea Danne, apunhalada enquanto dormia em casa, no próprio quarto; María Luisa, encontrada morta num terreno baldio do bairro; e Sarita Mundín, que desapareceu sem deixar vestígios numa ida ao rio com seu suposto protetor e assassino. …


Por Patricia Quartarollo

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Arte por Nátali Nuss (Instagram: @nuss.art)

Quando estávamos conversando sobre como começar 2019 com o Rede Poderosa de Intrigas, Caio e eu decidimos focar nas histórias que sabíamos que renderiam discussões,no mínimo, interessantes. Madame Bovary surgiu como uma das primeiras opções.

Polêmico desde sua primeira publicação, em 1856, a obra do francês Gustave Flaubert se mantém viva e instigante mais de 160 anos depois. …


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Chama o Fabão pra festa do prêmio!

Você aí, por acaso, tava achando que não nos renderíamos aos clichês de “melhores do ano” e premiações baratas em 2018? Ledo engano, jovem! Estamos aqui para coroar nossas melhores leituras e você pode conferir nossos vencedores aqui no SoundCloud:

Muito em breve estaremos em outras plataformas e canais e dispositivos e agregadores, beleza?

E, sim!, o Medium deu muito trabalho!

Decidimos fazer a lista de Melhores de 2018! …


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Você se acha muito adulto por ter lido “O Senhor das Moscas”? Errou, otário!

Se você é um jovem-adulto, um jovem ainda ou um adulto-muito-adulto e está tão esgotado e puto quanto nós estamos, pode ser que valha à pena olhar para o passado, fazer um flashback sobre os livros que nos formaram leitores e conversar sobre a importância da literatura produzida para os jovens leitores do nosso Brasil varonil. Aliás, foi exatamente isso o que fizemos nesse podcast. Ouve aí:


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Você sempre quis ser um porco, né? Pode admitir, talvez até te chamem de mito.

Orwell foi um grande opositor aos regimes totalitários em todas as suas formas — fossem eles de esquerda ou de direita — e uma das vozes mais consistentes de seu tempo contra o autoritarismo. À época de sua publicação, A Revolução dos Bichos foi censurado tanto nos Estados Unidos quanto na União Soviética, além de outros países.

A obra, que mistura estilos e varia entre a fábula e a metáfora, foi constituída como uma alegoria sobre o totalitarismo soviético, constituindo o período que vai da Revolução Russa até o fim da Segunda Guerra Mundial, mostrando os efeitos do governo stalinista. …


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Quem é você na autoficção?

Desde os anos 70 o termo autoficção tem aparecido quando discutimos gêneros literários. Porém, nos últimos anos temos ouvido o termo mais do que nunca a ponto de livros de escritores iniciantes já serem publicados com o "crivo" da autoficção.

Nos reunimos para discutir esse tema e o que isso significa para a literatura, o que esperar dessas obras e o que essa nova nomenclatura afeta a maneira como interagimos com uma obra quanto leitores. Você pode ouvir a conversa aqui:


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O sorriso de quem leu O Dono do Morro, do Misha Glenny.

O Rio de Janeiro é um estado emblemático e, talvez, um resumão intenso e fiel de tudo aquilo que é o Brasil e o povo brasileiro, então decidimos acatar a sugestão do Gustavo Angeleas, nosso querido editor (dá desconto pra nóis), e mergulhamos no “puro suco de Brasil” escrito pelo Misha Glenny, O Dono do Morro, que conta a história do Nem da Rocinha, um dos maiores traficantes da história do país.

No entanto, não estamos sozinhos nessa! Além do quórum fixo que vocês estão cansados de saber, tivemos os convidados mais que especiais Gustavo Angeleas, o multifuncional editor e jornalista, e Bruno Lisboa, parceiro da Patrícia lá no O Poderoso Resumão e professor em beagá. …


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Foto-conceito de bandeirolas em festas literárias: temos.

Metade desse podcast esteve na Flip e, além de falar o que rolou na festa, ainda demos pitaco nas proporções entre Flip e Bienal do Livro e caímos dentro do mercado que gira em torno da literatura enquanto tentamos bolar maneiras de fazer muita grana ano que vem e sair da penúria. Se você não ouviu, a hora é agora:

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Rede Poderosa de Intrigas

O podcast que começa na literatura e que termina não sabemos onde.

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