3 coisas pra aprender com a morte de Chris Cornell e Chester Bennington
Chris Cornell faria 53 anos hoje, 20 de julho de 2017. Faria, porque em 18 de maio ele nos deixou. Em vez de celebrar um grande músico, no dia 20 de julho perdemos outro, Chester Bennington, pelo mesmo motivo que nos tirou Cornell.

É claro que nós vamos chorar essas perdas. — Não importa o que você achava da qualidade musical de cada um, sério mesmo. Não to aqui pra isso. — Nós, perto ou na casa dos 30 anos, crescemos ouvindo esses caras, apesar deles nem serem tão mais velhos que nós assim. E aprendemos a admirá-los.
Mas mais que isso, mais que chorar duas mortes, dois suicídios aparentemente sem razão, temos 3 coisas a aprender com isso.
1. Não existe vida perfeita
Eu não sei o que fez Chris Cornell, Chester Bennington, Amy Winehouse, Heath Ledger, Robin Williams, Cassia Eller ou [insira aqui seu artista favorito que, de alguma forma, tirou a própria vida] decidir que não queria mais viver. É difícil olhar de fora e imaginar que a vida de um artista famoso tenha problemas. Well, guess what? Tem! E o fato da gente não saber não diminui o problema — nem o resolve.
Então se você acha que sua vida não é perfeita, aceite. Nenhuma é. Mesmo assim, você precisa encontrar motivos pra continuar vivendo, porque uma vida sem sentido não vai ser preenchida por fama e dinheiro. Lição número 1.
2. Não somos ninguém pra julgar
De novo, eu não sei o que fez essa galera decidir que não queria mais viver. Mas eu sei que muitos deles, se não todos, viveram anos e anos sob o julgamento de pessoas que não tinham o direito de fazê-lo. De bullying na escola/faculdade aos haters na internet, não só artistas famosos mas pessoas comuns, como eu e você, também estão sujeitas a enfrentar juízes ferozes que não olham pro próprio umbigo antes de cuspir palavras de ódio nos outros.
Mas… será que você nunca esteve do outro lado? Digo, será que você sempre foi vítima da situação, sempre o réu, e nunca o juiz? Repense.
Mais que isso, se ponha sempre no lugar do outro antes de falar qualquer coisa, de fazer qualquer comentário ou crítica. Conheça o seu interlocutor antes de simplesmente jogar em cima dele umas “verdades” que só você enxerga. Porque, bem no estilo 13 reasons why, você pode ser o algoz de alguém. Mesmo sem saber. Lição 2.
3. Saúde mental importa, sim
Não é frescura. Não é falta de amor (se você não leu a carta-despedida de Vicky, esposa de Chris Cornell, leia aqui). Não é falta de Deus (né padre Marcelo). Não é preguiça. Não é “só sair dessa cama”. — Toma aqui um artigo de 2006 já dizendo que a depressão era o “mal do século”.
Pode ser uma disfunção hormonal? Pode. Pode ser estresse? Pode. Pode ser um trauma? Pode. Pode ser uma série de coisas. Não existe um gatilho só e cada pessoa reage de uma forma ao estímulo que recebe. Mais uma vez, não cabe julgar.
O que cabe é tão simples: cuidar. Prestar atenção, ouvir, dar amor, levar ao médico quando necessário, ajudar a lembrar dos remédios quando necessário, ficar perto.
Ter alguém por perto não impede uma pessoa com transtornos mentais de ter problemas — ou chegar a cometer suicídio. Mas torna a caminhada muito mais fácil.
Uma vida com sentido não precisa chegar ao fim.
Então sempre que você puder, faça o exercício de não julgar, de se colocar no lugar do outro antes de dizer alguma coisa que fira e esteja sempre perto das pessoas que você ama. Não precisa salvar o mundo, se você der amor às pessoas que diz amar todos os dias já vai estar fazendo um bem danado pra humanidade.
