© Renata Fetzner

8M e a Marcha Mundial das Mulheres

Crianças e idosas. Gordas e magras. Brancas, pardas e negras. Ricas e pobres. Filhas, mães e avós. Lisas e crespas. Cristãs e ateias. Políticas e isentas. Lésbicas, héteros e trans.

Nesse 8 de março, milhares de mulheres se juntaram numa marcha ao cair da noite na capital gaúcha. Pinturas no corpo, cartazes levantados, seios à mostra, bebês no colo, gritos uníssonos, sorrisos a valer e olhares que misturavam força e serenidade.

Não, não é fácil gritar "basta!" ao feminicídio, à desigualdade salarial, à violência doméstica, à cultura do estupro, ao fim do aborto ilegal, a um governo machista e ao patriarcado enquanto se recebe de volta olhares tortos e julgadores. Mas nessa marcha, a cada passo, havia outras milhares de mulheres que só com o olhar falavam "estamos juntas!".

A luta é de todas e por todas.

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