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A Máfia Estatal: Porque e como os Criptoativos promovem a liberdade

Uma coisa que acontece com certa frequência é de pessoas me perguntarem o que é o bitcoin, ou até mesmo navegando na internet eu sempre vejo essas questões e geralmente é uma resposta técnica, tentando de alguma maneira explicar a inovação da tecnologia. Acredito que a melhor forma de entender o que de fato é o bitcoin e os criptoativos de uma forma geral é entender os fundamentos pelo qual foi criado e sua importância para as liberdades individuais, numa perspectiva um pouco diferente.

Imagine D-us criando o universo, obviamente não enviou uma petição para os burocratas do poder público celestial pedindo uma permissão, apenas o fez. Agora, aqui estamos em um universo de possibilidades infinitas, dentro de uma bola de pedra, cheia de água, animais e gente doida dentro, girando em torno de uma gigantesca bola de fogo, indo do nada, para lugar nenhum. É aí que tudo começa.

O que é um país? Nada mais é do que um território controlado por um grupo armado; e que baseado no seu poder militar define fronteiras virtuais que existem até onde seu poderio consegue alcançar e sustentar, ou por meio de diplomacia com outros grupos.

Estabelecido o território a ser explorado, esse grupo organizado por forças militares e grupos de interesse precisa institucionalizar a operação, uma vez que dependendo do tamanho do território precisa criar subdivisões de terreno e cadeia de comando, tanto militar, quanto de normas, fiscalização e motor econômico.

O poder militar é o eixo central da engrenagem, mas outros poderes também são importantes dentro da Máfia Estatal, entre eles o da informação e o econômico. A informação é um poder interessante que serve tanto na articulação, processos e controle, quanto na própria inteligência social que carrega. Por exemplo, nos tempos mais antigos o poder era centralizado na figura de um rei, com o passar do tempo foi ficando cada vez mais descentralizado e por conta da tecnologia e outros fatores caminha para um modelo distribuído.

A máfia estatal é formada por criminosos sofisticados de todo espectro psicopata e maquiavélico; mas também por pessoas comuns e algumas até “bem intencionadas” que de uma forma ou de outra ajudam o chicote a estralar nas costas dos indivíduos pacíficos desses territórios. A governança é feita pelo que muitas pessoas chamam de “política”, nada mais é que uma diplomacia entre gangsters e de suas facções que lutam para ter o controle da máfia e atender seus grupos de interesses e a si mesmos.

Do mesmo jeito que as fronteiras são virtuais, as leis também o são; a rigidez do que é cumprida depende de quem e de sua influência dentro da organização e em alguns casos do poder econômico de quem as quebrou. Aliás, a máfia estatal não é nenhuma referência em ética e moral. Sendo assim vemos abusos e absurdos das mais diferentes formas, mas ao contrário do que muita gente pensa, não é uma falha do sistema, ela foi feita justamente para funcionar dessa forma, por diversos motivos.

Um dos principais motivos acaba sendo o principal motor econômico da organização. Diferentes das outras organizações criminosas, como cartéis narcotraficantes, facções e milícias mafiosas, que são criadas para suprir problemas e demandas da sociedade;

Por exemplo: por motivos óbvios, nunca usei, e nem pretendo consumir drogas — esse é meu direito de escolha, do mesmo jeito que quem consome a droga tem sua liberdade natural de consumir o que quiser (Se alguém dirige um carro e atropela uma pessoa, ele tem que ser responsabilizado por atropelar, não por estar dirigindo. É a mesma coisa com outras imprudências, como bebidas alcoólicas e drogas, único diferencial nesse caso é o coeficiente da pena que pode aumentar por ele estar sob efeito e etc.). Voltando ao assunto, esses grupos oferecem produtos e serviços que a máfia estatal, por interesse próprio, proíbem ou não fornecem.

O diferencial da máfia estatal comparado às outras organização é que ela é uma organização escravista. Sua operação se baseia na coerção e submissão do próximo; desfigurando a identidade do indivíduo como um ser único, independente de sua religião, etnia e opção sexual.

É uma versão moderna da escravidão, que “democratiza” a forma de exploração e se estende a todos os indivíduos. Assim, todos que nascem nesse território são obrigados a “compartilhar” uma parte de seus ganhos se tem lucro, por meio de uma troca voluntária, herança, venda/compra de propriedades (ou prejuízos, até mesmo você falindo você vai ser obrigado a pagar a extorsão — uma vez que a máfia estatal nunca perde).

A máfia estatal age quase sempre de forma descarada, até o nome da sua extorsão principal remete às suas origens. A definição da palavra imposto é “que se impôs; que se obrigou a aceitar ou a realizar”. E por que então as pessoas pagam essa extorsão? Únicamente porque o argumento mais intelectual da máfia estatal é a violência — tanto psicológica, quanto física. Ninguém quer ter seus bens roubados pelos seus sicários, ou até mesmo ser sequestrado e preso num presídio da organização por não pagar ou tentar se esconder do “leão”.

Porém a máfia estatal não é de todo mal, mesmo sendo uma organização escravista ela “devolve” certos benefícios aos sobreviventes de seu território controlado usando uma parte — sim uma parte bem pequena do que foi extorquido para prover saúde, segurança, educação entre outros serviços que são oferecidos a título de contrapartida — prática bem próxima de milícias que oferecem proteção no bairro, internet e tv a cabo piratas, mas que diferente dessas milícias, no fim você tem que contratar novamente de forma privada e voluntária para realmente poder ter os benefícios desses serviços.

O poder econômico é um dos principais pilares da máfia estatal. Como ela sobrevive da exploração do território, precisa estar presente na vida das pessoas que vivem nele e em suas transações voluntárias. Para isso ela estabelece um órgão central que emite um papel registrado com sua marca, que se torna uma moeda de cunho forçado e assim participa do sistema econômico do seu território.

Essas moedas foram evoluindo ao longo do tempo, passando pelo padrão-ouro (que tinham reserva em ouro para cada unidade emitida como lastro), até as atuais moedas fiduciárias, que não são mais lastreadas em nenhum ativo real — praticamente o único lastro que essas moedas tem hoje em dia são nas opiniões aleatórias de políticos que controlam essas máfias.

Por diversos outros motivos como reservas fracionárias, políticas de banco centrais, inflação e etc, cada vez mais o poder econômico dos indivíduos que vivem nesses territórios se desvaloriza e de tempos em tempos a economia fragilizada e explorada se encontram em crises cada vez maiores.

É aí que entra o Bitcoin, os ativos digitais e de uma forma geral a tokenização de ativos do mundo real. Com o avanço das tecnologias e da informação que cada vez se expandem e se alastram como vírus tornando os indivíduos fortalecidos perante as máfias estatais, o dinheiro e os “símbolos” de valor como conhecemos se desconectam da figura do estado.

Houve diversas tentativas de indivíduos pacíficos criarem territórios livres, porém foram sempre frustrados por ações dessas máfias cheias de recursos militares e econômicos. Mas um território passou despercebido, esse território é praticamente onipresente e co-existe com todos os outros territórios dominados por esses grupos — esse território é o “ciberespaço”! Estamos vivendo no novo “velho-oeste”, o mundo real na realidade virtual. Fisicamente separados, mas unidos online.

Esse território é um mundo novo de oportunidades e nesse ambiente surgiu o Bitcoin que é um dos maiores expoentes de liberdade já vistos, uma vez que não é controlado diretamente por nenhum governo, protegendo os indivíduos e enfraquecendo um dos principais poderes da máfia estatal que é o econômico. Como isso foi possível? Uma das melhores formas de manter algo escondido e seguro é estando na vista de todos, e a criptografia permitiu isso. Por meio de uma tecnologia chamada “blockchain”, que nada mais é do que uma cadeia de blocos de informações criptografados, que registram todas as transações.

O bloco zero de informação da blockchain é chamado de bloco “gênesis”, e o do bitcoin trás uma simples informação, mas que demonstra os motivos de sua criação. Em menos de um parágrafo o texto registra que no dia 03 de janeiro de 2009 saiu uma matéria no jornal The Times dizendo que a chanceler do exército do Reino Unido estava considerando um novo resgate para os bancos, algo que acabou acontecendo um ano depois.

E a partir daí se difundiu o uso das criptomoedas, que hoje vai muito além do famoso bitcoin, existem moedas como Monero que são focadas na privacidade do usuário e outros tipos de criptoativos, como os tokens que são representações de ativos tanto do mundo real, como digital. Os tokens funcionam como ações ao portador.

Só para você ter uma noção, é possível você comprar um token de uma arma (algo que seja único e só você tem) de um jogo e transportar para um outro jogo compatível, ou ainda imprimir em uma impressora 3D — e mais, esse modelo 3D pode possuir inclusive um modelo funcional dessa arma. Você pode com os tokens ser proprietário de frações de participações em empresas, carros, imóveis e uma infinidade de ativos do mundo real.

Os criptoativos trouxeram muito mais liberdade, num universo que está acostumado com permissões dessas máfias; permissões para dirigir, permissão para andar com um carro que é seu, permissão para chamar de sua — uma casa que é sua. O grande problema das permissões é que elas podem ser revogadas na hora que quem as concede quiser. Permissão não é liberdade. Liberdade é responsabilidade e risco, quando se fala em segurança máxima uma das primeiras coisas que vem a cabeça é numa prisão. Sendo assim, do mesmo jeito que trouxe mais liberdade, os criptoativos também trouxeram mais risco, uma vez que você é seu próprio banco — e isso requer uma nova mentalidade da forma como você se cuida nesse novo cenário. Mas quem é melhor do que você para cuidar do que é seu?

Uma parte importante da adoção crescente e deliberada dos criptoativos é a grande quantidade de serviços secundários que estão sendo criados, um ecossistema cada vez mais forte e que vai trazer cada vez mais segurança para os indivíduos. Tudo isso vai gerar mais poder econômico, promovendo liberdade, enfraquecendo as máfias estatais e tornando o mundo um lugar melhor e mais pacífico para as pessoas.

O melhor protesto que você pode fazer contra a máfia estatal é usar criptomoedas e os tokens! Seja seu próprio banqueiro da resistência e faça parte da cripto-guerrilha! Compre bitcoin.

Postado previamente em: https://reginaldoandrade.com/mafia-estatal-porque-e-como-os-criptoativos-promovem-liberdade/

CEO @ Bitse.io ❤#ETH #BTC #Crypto www.ReginaldoAndrade.com

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