Sobre as lágrimas e o choro

Não sei escrever muito bem, porém, nem deveria. Queria, ao certo, saber descrever como tudo se passa aos meus olhos, mas ninguém é capaz, então vamos lá:

Certa vez o homem teve um motivo para chorar, seja algum motivo afetivo ou de dor, uma dor no peito, o coração disparando ou seja apenas uma tropeçada com o dedinho. Mas é de certo que o fez e daí então começou o choro, ou seria apenas mais uma forma [abençoada] de agradecer a vida? Seja lá qual o motivo, o choro é algo inevitável, porém não menos as lágrimas.

Desde pequenos, choramos, uma forma de berrar incessante e indiferente, irritante, um sinal de alerta, algo machuca, algo é novo e memorável, é o nosso primeiro suspiro, sair de um lugar quente, confortável, aos empurrões e/ou puxões do médico para algum lugar, este inóspito e desprovido de calor, aclimado naturalmente pelo ar-condicionado. Algo entra em nossos narizes e tira todo aquele líquido que foi nosso abrigo, durante 9 meses. Indiscutíveis sejam as questões de Direito ou não do feto, da mãe e do médico. A vida em si é algo lindo, esplendoroso, inacreditável, tanto o faz lugar que alguns dos mais bravos homens desmaiam ao presenciar a dor de sua mulher.

Saudosas as mulheres que aguentam, bravamente, sem medo de chorar, as dores e as alegrias de um parto natural, donde se faz da maneira mais forte possível.