Police Story (1)

O Jão era um cara trabalhador de seus quarenta e poucos anos que havia criado dois filhos e mantinha casamento de longa data com a esposa. Vivia de trabalho braçal apesar de possuir uma doença congênita. Era um tipo de deficiência respiratória que frequentemente lhe provocava bronquite e até mesmo pneumonia. Isso desde a infância. Vida dura, a do Jão. Mas era feliz porque era querido, aparentemente…

Só que de há mais ou menos um mês o problema respiratório do Jão estava se agravando. Quase todos os dias ele estava indo ao pronto-socorro para ser medicado e fazer inalação. Era o tempo todo a família botando ele dentro do carro e correndo para o hospital.

Num dia em que o Jão não teve crise respiratória, à tarde ele se sentou na calçada de casa ao lado de sua esposa e abriu uma Skol. “Cê tá ruim da saúde Jão, pára de beber cerveja”, ela disse.

Eu vou beber minha cerveja com a minha mulher que eu amo, porque pode até ser a última…

Três horas depois, o Jão faleceu na Unidade de Pronto Atendimento da cidade.

Essa história ouvi pessoalmente a esposa contando aos parentes na delegacia enquanto eu fazia a requisição de IML para o coitado do Jão, que curtiu sua última cerveja como deveria.

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