I

eu queria saber,
se o vento que atravessa a janela
e bagunçam meus cabelos,
são os mesmos que refrescam os marujos
nas cordas, nos convés.

essa minha devoção
aos romances perdidos nas estantes,
emitindo silenciosamente
o som do oceano e trovões,
içando as velas.

II
quando todos os corsários
foram enterrados — sepultados,
fui eu quem os substitui.
em uma manhã, nevoeiro,
guiando o navio da imaginação.

suas mãos molhadas, vendaram-me:
apenas a foto do horizonte
e o som dos trovões,
me guiam nessa embarcação,
vazia, silenciosa.

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