A globalização e…o conservadorismo?

Se você acompanha TV, portal de notícias, blogs ou qualquer rede social, já deve ter visto alguma ação “enraivecida” de uma pessoa querendo impor a sua opinião, seja esta apenas dizendo “Eu odiei! Que lixo de texto!” ou “Você é um %&*(#@ que não sabe o que é ser assim” ou casos ainda mais graves com ameaças explícitas. Não há mais um trabalho de argumentos com críticas construtivas, mas sim uma execução de ofensas. E eis o meu questionamento desde então: com qual intuito?

Eu tenho me perguntado, então, se a globalização tem sido benéfica à nós. A ideia que eu tinha era que, com mais acesso às informações, às culturas e ao mundo, nos tornaríamos pessoas muito mais informadas e por isso, mais compreensíveis às diversidades, necessidades e dificuldades existentes num todo.

E não!!

Somos um povo (mundialmente falando) mais crítico, muito mais conservador, menos propenso a ouvir e ajudar o próximo, porque “a minha opinião TEM que prevalecer, porque você não sabe o que significa ser quem sou”.

Mas eu preciso saber? Não bastaria o respeito?

Ao invés da globalização nos aproximar, tem nos distanciado ainda mais e eu não falo de uma pessoa que mora do outro lado do mundo, mas de alguém que pode estar dentro da minha própria casa ou que convive comigo quase todos os dias.

Não gostou? Ignora. Você não concorda? “Não, mas eu te entendo e respeito a sua opinião”. Não poderia ser simples assim? As diferenças existem para nos ensinar que somos iguais, afinal, e que sempre temos algo a aprender com o outro, alguma experiência para compartilhar ou uma história para contar ou ouvir.

Há um movimento enorme de apontar que “Eu estou certo” e “Você está errado” por milhares de motivos e não quer dizer que não devemos ter as nossas opiniões, não é isso!! Mas o preocupante é que a grande maioria não pára para olhar o que é realmente justo e benéfico para todos.

Sou coach e um dos maiores aprendizados que tive a partir disso foi o ato de me colocar no lugar do outro. Perdemos tempo, dinheiro e energia querendo impor nossa opinião, quando poderíamos ter resolvido tantos outros assuntos investindo este mesmo tempo, dinheiro e energia se pensássemos como comunidade, como unidade.

Ninguém vai à lugar algum sozinho. Tenho experimentado isso das mais diversas formas e quanto mais abro a minha mente e coração para as pessoas, novas histórias e possibilidades, mais vejo as coisas acontecerem.

Este é um desabafo? Sim. Você não concorda? Tudo bem, eu respeito.