Reflexões sobre ansiedade e UX.

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Durante tanto tempo, reflexões e uma necessidade de me expressar por texto têm pairado pela minha mente. Hoje decidi que era um bom momento para começar pois nada melhor que fazer um devido registro das minhas notas mentais, trocar uma ideia comigo mesmo ao reler este texto ou trocar ideia com outros que tenham sido impactados pelos mesmos raciocínios.

Ser um designer freelancer ansioso em 2017 vem sendo uma batalha diária que conta com apoio de amigos, família, métodos de organização, auto-análise, aplicativos, (insira aqui tantos outros meios possíveis) para manter o controle e a produtividade no mais linear constante o crescente que pode-se imaginar. Não venho aqui para fazer postagens bem escritas, mas para compartilhar minhas experiências, propagar uma visão e quem sabe ajudar alguém.

Todos os dias ao abrir o browser, vejo uma enxurrada de informações a respeito de usabilidade dentro do Design e o tão falado UX design. Venho procurando me aprofundar mais no assunto lendo artigos, comprando livros para entender o que estou perdendo, caso esteja, e como agregar valor ao meu trabalho. Com algumas leituras rasas me peguei a pensar: “mas gente, eu já faço isso.” Obviamente o buraco é mais embaixo, visto que há sempre mais a aprender independente da área que estejamos concentrando nossos esforços, MAS noto que assim como diversos assuntos abordados atualmente, existem sempre métodos específicos, certas regras (que algumas fazem sentido, inclusive).

Como ansioso que sou, me pego preocupadíssimo com o que vem a seguir e uma pressa descomunal de absorver conteúdo, colocar novas ideias em prática e atingir novos patamares em relação a habilidades e aprimoramento profissional. Infelizmente nunca é suficiente as nossas capacidades atuais no mundo acelerado e reinado pelo digital. Já me peguei muito pra baixo não me sentindo qualificado o suficiente para vagas que aparecem e mesmo para certos projetos justamente pela antecipação de dificuldades a apego à termos moderninhos utilizados.

Um tempo atrás fui chamado para falar sobre usabilidade num encontro de desenvolvedores aqui em Recife. Fiquei tão feliz quanto noiado a respeito da minha capacidade de lidar com uma conversa sobre UX. Este momento foi decisivo para compreender melhor sobre mim, como designer já há quase 7 anos. Termos novos assustam, mas pude perceber que a experiência do usuário sempre esteve presente, de uma forma ou de outra, principalmente como objetivo padrão do design em si.

Ser um designer nos dias de hoje permite que sejamos muito livres e abertos a ~n~ possibilidades. Passei a ficar mais atento ao desenvolvimento dos meus projetos de branding e web, notando a presença ainda que sutil, mas como objetivo do processo. Para alguns, como eu, encarar e notar isso como algo passivo no decorrer do caminho foi um alívio; parei de me sentir um peixe fora d’água.

Uma boa experiência de marca e produto está relacionada com a clareza, veracidade e impacto de uma mensagem quando é transmitida, seja ela como marca, app o outra coisa. O trabalho do designer é justamente com as outras equipes todas promover a unificação dessa linguagem e tornar os produtos concisos, funcionais e atraentes.

O que não podemos nunca esquecer é que tudo o que fazemos não é para nós mesmos, pode até ser, na verdade, mas nesse caso nós mesmos somos o cliente. Estamos desenvolvendo produtos para nossos clientes, para comunidades, sempre existe algum público. Um produto dá certo quando ele atende corretamente as demandas pelas quais ele foi concebido. Não adianta fazer um código foda, uma marca absurda, diagramar uma revista com um grid interestelar, um shopping de 3 andares, e a mensagem não ficar clara, não cumprir o objetivo. Tamos muito acostumados a tentar reinventar a roda ao invés de aprimorá-la.

Notei que estamos habituados a tratar a experiência do usuário como uma coisa a parte e relacionada principalmente com UI, mas eu passei a perceber e considerar isso tudo nada a ver, pois a experiência é a base de qualquer coisa que imaginarem. Meu foco de estudo, por exemplo, é comportamento humano nos espaços e sinalização, que é experiência do usuário em ambientes físicos.

A frustração por falha no processo de orientação física ou digital é extremamente marcante e cansativa e se replica em várias plataformas. Isso é puramente experiência do usuário. Cidades são os melhores cases de UX.

Acho que temos que estimular o diálogo entre as equipes e trabalhar juntos para projetar bons momentos para nossos usuários e clientes. Tornar a experiência do usuário como algo intrínseco, natural e passivo de todos os projetos. Também temos que ficar ligados aos escopos, acessibilidade, design universal e principalmente ter empatia com nosso utilizador para conseguirmos ajudá-los.

Conseguimos lembrar de cheiros quando ouvimos uma música que tocou num momento marcante. Provavelmente o compositor tá muito feliz. User experience é fazer com que o usuário tenha boas experiências, e quando elas são boas normalmente são memoráveis. E eu acredito que isso é a base de qualquer projeto. É a base do design. Encontrar os problemas, resolvê-los e deixar o usuário feliz e fazer com que ele não se esqueça da gente, falando a grosso modo.

No fim das contas, acredito que somos todos capazes de lidar com estas situações, mesmo que ainda não saibamos como, a princípio. O designer por si só é um resolutor de problemas, e independentemente da forma que este seja resolvido, sendo competente, ele tomará decisões com foco no uso e não no ego. Agora estou dando uma lida sobre metodologias e volto depois para comentar sobre minhas impressões.

Até a próxima :)