Recitou o coração, a vermelhidão das suas paixões, sem muitas lamúrias fez-se mostrar forte as encruzilhadas do seu caminho. Lamentou em silêncio, lembrou-se que o mundo era muito pequeno, e as palavras são limitadas do leste ao oeste. Permitiu-se ir ao dia seguinte, desconhecendo qualquer reação que poderá acontecer, misturou a curiosidade com o medo, e ao invés de viver passou a sobreviver. Mas não deixou aparentar a fraqueza, sentia vergonha da sua tristeza, apesar da beleza, que trazia a vida de suas letras. Entre as palavras observava o vazio, entre as linhas viu amores que existiu, que deixou marca e o feriu, até tentou desistir mas percebeu que era cedo demais para partir. Exageros e desesperos, em apenas um só coração, tão pequeno e já sentia, a imensidão da sua solidão.