22/07/2017
Olhe bem para os meus fardos que preenchem os teus olhos, não és um poeta cheio de amor, és um poeta que se derrama junto às minhas lágrimas que caem sozinhas. Sutil e avassalador, leva contigo meu coração despedaçado que urge a consciência da razão, um eco passa ao meu lado e fere gravemente meu ego sentimental, é o vazio que soa da tua boca com o amargo de um bom dia. Triste não é não ter o amor para escrever a poesia, triste é não ter a tristeza para escrever com profundas palavras uma bela frase que rime com o seu amargo gosto da vida. Não falo de mim nem de outros, nada além do pensamento, que tem sua vida própria para escrever o que lhe vem à mente. A pele cobre os teus trejeitos não és aquilo que eu vejo és aquilo que escuto e que me intimida, não me refiro às poucas bobagens que me é passada, mas as loucuras que teus atos já fez-se passar. Não me venha dizer que eu sou doente, a doença é tua e tu me obrigas todos os dias a beber, em favor, tomo ainda me engasgando, por enquanto ainda dependo de você. Firme então para lhe informar que já estou pronta para a batalha, um pouco ferida lhe desafio, passar um dia sem pensar no passado, e não se torturar com tudo que você já viu. És sangue que jorra em guerra, és bala perdida no meio de uma enorme multidão, mas diante mão lhe adianto, não vou temer mais lutar para a glória da vida, terei sim felicidade.
De: Renalli
Para: Minha Mente.
