Déficit de R$ 3,2 bilhões no orçamento da prefeitura do Rio em 2017

Cristo Redentor / Shana Reis / Fotos Públicas

A situação não é — de longe — grave como a enfrentada pelo Palácio Guanabara, mas as contas da prefeitura do Rio de Janeiro geram preocupação. No início do ano, logo após assumir o cargo, o alcaide Marcelo Crivella determinou o corte de 25% de todos os contratos da prefeitura. O motivo: uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas indicou que há um déficit de R$ 3,2 bilhões no orçamento do município para o ano de 2017.

A informação, publicada no Diário Oficial do município do dia 10 de abril, foi apresentada no evento em que Crivella fez um balanço dos primeiros cem dias de sua gestão na capital fluminense.

De acordo com o texto, “uma das preocupações do atual governo” é a respeito dos empréstimos contratados nas gestões anteriores junto ao BNDES e aos altos empenhos — uma das etapas do pagamento de um órgão público, no qual se cria para o estado a obrigação de pagamento — cancelados em dezembro de 2016: R$ 116,57 milhões na área da Saúde; R$ 86,06 milhões em Conservação e Meio Ambiente; R$ 65,47 milhões na Comlurb, R$ 88,23 milhões em Urbanismo, Infraestrutura e Habitação; e R$ 50,98 milhões na área de Educação, Esporte e Lazer. Somados, esses empenhos cancelados mencionados no Diário Oficial totalizam R$ 407,31 milhões.

A prefeitura, claro, apresentou suas medidas para sanear as contas: determinou cortes nos cargos comissionados e redução do número de secretarias — são 12, contra 35 da antiga gestão. A folha salarial conta com menos 2.087 cargos, que representa uma economia de R$ 71 milhões por meses (a comparação foi feita entre novembro de 2016 e fevereiro deste ano). Houve, ainda, redução de mais de R$ 700 milhões nos contratos da administração municipal.