Pequenas Revoltas

Ofensas vindas da arquibancada. Que culpa tem a mãe do juiz?

Raivosos com novidade, inovação e novas noções do mundo, protestantes defendem fervorosamente o conservadorismo, o mesmismo e a estagnação da mudança. Que sentido há nisso? Que bem há nisso?

Que revolução há no protesto onde se defende não mudar?

Mas… que revolta há naquilo que não pode mudar também?

Nos revoltamos, xingamos, berramos, estudamos para argumentar com consciência, perdemos a mesma. Chutamos, pichamos muros, discordamos ou pelo menos desconfiamos de tudo que nos é passado, com a noção que de que nos expressando livremente, podemos mudar.

Podemos?

Até somos ouvidos, mas só somos atendidos se for do feitio daqueles que realmente tem as rédeas que nos guiam.

Pois é, somos o cavalo, não o condutor.

Mas esse cavalo não corcoveia e obedece. Esse cavalo esperneia, se bate e tenta desesperadamente se livrar da rédea, rédea essa, que ele achava que não tinha, que quando toma a consciência que sempre a teve, se debate em pequenas revoltas, revoltas essas, que não vão o tornar livre.

Mas algum cavalo, algum dia, se não se livrou da rédea, pelo menos mudou a direção pra onde ela a levava. Vivo por esses cavalos.

Vivo pequenas revoltas, sonhando que elas se tornam grandes, que um dia possamos domar nossas próprias rédeas.

(ou quem sabe, não tê-las). Wild Horses.

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