Talk to myself

Me aproximei do satanismo já faz um tempo.

(achei que ia ser pesadão começar o texto assim)

Mas não o satanismo religioso performado por Black Sabbath, apesar de esse ter sido uma das minhas primeiras influências para o estudo da coisa (inclusive, playando a lenda enquanto redigo: https://www.youtube.com/watch?v=C6OKu0_WNvY).

O Satanismo é mais estudado como uma “ideologia”, eu diria, do que como religião, inclusive, não tão adversa ao cristianismo como parece. Podendo ser algo que se considera ou não, pois não é tão relacionado a alguma fé divina, e sim de fé em si.

Mas para explicar dinamicamente, eu não vou ter a mesma didática do old vlogger (agora, youtuber): https://www.youtube.com/watch?v=IhuwkSs_xt0.

O que eu quero trazer é a volta do tema para mim, através da música de Richie Kotzen, “Doin’ What The Devil Says To Do” (https://www.youtube.com/watch?v=CBPJg0bsY-s, cheio de links o texto hoje), onde o “falar com o demônio” é muito diferente da conversa endemoniada de Black Sabbath.

A letra de Kotzen tem o cunho de conversar consigo mesmo, que, sabendo do estudo registrado do satanismo, logo se entende o refrão/título da canção.

Acontece que essa música me fez perceber que, uma letra que fiz para nossa banda, Gardenia (facebook.com/gardeniafuzz links muitos links), trazia o mesmo tema, a conversa que temos sozinhos, a persona de mim que costumo chamar de ‘auto crítica terceira’, traz o mesmo conceito de auto resolução de problemas através de decisões próprias.

Explicado o motivo que me levar a divagar sobre o tema, abaixo, a letra de “Auto Crítica Terceira”, composição de Renan Bernardi e música (ainda não registrada), de todos os membros gardenicos, Marcelo Bif e Daniel de Miranda and eu:

“Talvez por medo de conviver sozinho

Criei a auto crítica terceira

Pra me acompanhar pelo caminho

Ou talvez só por brincadeira

Pra conversar a sós, comigo

Sobre problemas de trincheira

Não de alguém e um inimigo

Mas de mim, e minha vida inteira

Mas eu não quero te calar

Auto Crítica Terceira

Talvez eu seja mais um lunático

Eu e meu amigo imaginário

Mas prefiro viver assim, errado

Do que comigo, solitário

Mas eu não quero te calar

Auto Crítica Terceira.”