Jul 20, 2017 · 1 min read
Realidade

Arriscando em letras rasas
Expressar o que se vê
Por detrás do amanhecer
Quando o frio encolhe as asas
O moleque acorda em brasas
Pra roubar uma aventura
Toma um banho da cultura
Que na rua se aprende
Pois o certo só se entende
Quando um pão a mão segura
Enquanto isso, a largos passos
A cidade corre e esquece
Compra o sol quando anoitece
E ao moleque nega os braços
Eis que surgem os abraços
Dos venenos calorosos
Seus sabores enganosos
O fazendo acreditar
Que o lixo é seu lugar
Odiando aquece os ossos
Realidade só é vista
Até onde a vista alcança
Seja adulto, ou criança
O seu nome está na lista
Como lei mais que prevista
Atraindo os desiguais
Em encontros casuais
Surgem crime e sofrimento
À cidade, o lamento
Ao moleque, nada mais.
