Entendo seu ponto de vista até certo ponto. Mas acho que nesse tipo de situações o melhor é sempre você ignorar do que querer enfiar na cabeça de pessoas das quais já são previamente “casos perdidos” um senso pareativo como o seu.
Eu, por exemplo, não sinto atração por mulheres negras, nem asiáticas, nem de origens indígenas, nem gordas… Tenho algumas características que convém única e restritivamente ao meu gosto pessoal. Se isso é algo que foi construído ou se é um “limitador”, pra mim pouco importa. É algo que está anexado a mim aonde tanto faz a origem. Não vejo mal algum nisso. É claro, não é como se eu saísse por aí querendo cagar regra de que todo mundo deve pensar como eu, ou que repudio tais mulheres e blá blá blá… É um gosto pessoal meu que procuro sempre guardar para mim, ou, caso seja algo mais particular entre amigos próximos ou alguém que me questione sobre isso.
Eu não tenho problema algum em expressar esses meus gostos (quando questionado a respeito), porque pra mim são uma preferência minha. Contudo, na majoritária parte das vezes que o faço sou sempre taxado como preconceituoso e afins. Não acho que essa ideia pregada pelo artigo de que “você tem o direito de gostar do que quiser” seja tão disseminada assim. Muita gente tem essa pré-definição de que “em pleno século XXI se você não faz isso (…) você é (..)”. Acho que acaba sendo um discurso um tanto quanto delicado.