O que aprendi com nosso inesperado adeus

Dizer adeus nunca é fácil. Entregar as pessoas assim, pro mundo. Ainda mais depois de um certo tempo. Eu acho que não estava preparado pra dizer isso pra você. Na verdade, ninguém nunca está. Mas não é porque a despedida foi ruim que todo o resto também foi. Na verdade foi tudo ótimo. Sempre penso que a nossa união valeu demais!

Talvez a gente até pudesse dizer que estamos sentindo falta… Falta das conversas, festas, loucuras, das sonecas durante a tarde, discussões e até os silêncios que compartilhamos tantas vezes, sem motivos pra desconfortos.

Acordar dia de domingo poderia ser mais difícil, já você não vai estar lá pra reclamar que ainda são 09h00. Dormir poderia ser mais solitário sem o seu “boa noite”. Outros vão ocupar esse lugar logo logo e já não vou nem lembrar dos motivos pelo qual deixamos isso acabar. É o ciclo. Hoje, amanhã ou daqui um ano. Eu não sei, mas é o ciclo.

Às vezes acho que eu já não aguento mais contar a mesma história sobre o final da nossa história. Os olhares dos outros de surpresa perguntando “mas como assim? porque?”. Olha, eu não sei ao certo o porque, mas dizer que não deu certo é injusto com você. Deu certo sim e terminou antes de dar errado.

Já nem posso mais passar mais em frente daquele bar de rock em que tivemos aquela conversa fria e parei de comer açaí por sua causa. Bom, pelo menos por enquanto. Por agora.

A ressaca é mais longa com o passar dos anos e com essa não é diferente. Mas depois de tanto tempo a gente aprende que não se mistura vodka com whiskey. Nem amor com paixão. Nem sentimento com tesão. Vou aprender mais com esse porre do que com aquele aos 19 anos. Foi lindo, mas ficou pra trás.