A sua graduação não te limita

Quem me conhece há mais tempo sabe que, durante a graduação, pensei seriamente em mudar de curso — até cheguei a fazer a inscrição na prova de transferência interna da minha Universidade. Não que eu não gostasse de Computação, mas é que meu coração sempre bateu forte quando eu fazia algo relacionado à Comunicação — seja escrevendo uma matéria pro Jornal UFG, pro portal, ajudando na organização de um evento, tirando fotos, interagindo com a imprensa, escrevendo matérias pro site da TV Cidade Fortaleza, redes sociais da TV Sucesso, entre outras.
O fim, ou melhor, o andamento dessa história todo mundo já sabe. Sim, eu amo minha área de formação (esses dias acordei numa manhã de domingo pensando em autômatos finitos não-determinísticos, vê se pode) e continuarei sendo o carinha da computação, mas se teve uma coisa que eu aprendi depois que passei a dar aulas é que eu não preciso me limitar. Eu não preciso trocar a Computação pela Comunicação. Posso ser o cara que continua estudando e amando Computação, mas que também pira quando visita um estúdio de TV, que quer aprender animação e aprimorar a edição de vídeos, que quer aprender fotografia, entre tantas outras coisas.
Isso vale também para uma mesma área. Não é porque você que se especializou em Realidade Virtual que não pode dar uma estudadinha por fora lá em Teoria da Computação, por exemplo.
Hoje penso que gostar de uma área não quer dizer, necessariamente, que seja preciso fazer uma nova graduação e atuar na área — ou se dedicar exclusivamente só a ela. Não quer dizer que você precise ser o “cara” daquela outra área. Pode ser que seja só a vontade de aprender uma outra atividade que também lhe é muito prazerosa.
Como li aqui hoje numa frase que um amigo postou, “o quanto você sabe é menos importante do que o quanto você está aprendendo.”
O jeito é aprender sempre.
