Não se esqueça de que Deus está no controle

O dicionário Michaelis traz, entre as definições da palavra “ansiedade”, a declaração de que a mesma se trata de um “estado emocional frente a um futuro incerto e perigoso no qual um indivíduo se sente impotente e indefeso”. As palavras “sofrimento físico e psíquico; aflição, agonia, angústia, ânsia, nervosismo” também são utilizadas pelo mesmo dicionário para definir este estado que pode trazer profundo sofrimento aos que convivem com este mal.

É normal sentirmos um frio na barriga quando alguém manda uma mensagem dizendo: “Fulano, preciso falar com você”. Nessas situações, como diria Tiago Iorc, “o coração dispara, tropeça, quase para”. O complicado mesmo é quando os pensamentos excessivos sobre o futuro tomam conta da sua mente e do seu coração, tirando a paz, criando crises internas — inclusive de fé — e te fazendo esquecer o mais importante: que Deus está no controle.

Provavelmente, você pode estar pensando: “lá vem a frase clichê”. Sim, é verdade que a frase já virou clichê, mas também é verdade que ela é profundamente verdadeira. Mesmo sendo tão popular, essa frase pode ser difícil de ser compreendida e vivida. Por isso, vou compartilhar contigo o que tenho aprendido sobre a ansiedade. Minha formação acadêmica é em Exatas e não me permite trazer informações precisas a respeito de ansiedade, portanto, me perdoe por favor se alguma informação não estiver de acordo com conceitos e definições clínicas. Meu relato se baseia inteiramente em minha experiência.

Escrevo este texto enquanto estou a espera, há pelo menos dois meses, de uma resposta que pode mudar significativamente o meu futuro. Em outros tempos, a esta altura eu provavelmente já estaria me descabelando pensando em milhares de respostas possíveis e em infinitas possibilidades. Hoje, para a minha surpresa — e inclusive para a surpresa dos meus amigos -, estou esperando esta resposta com uma tranquilidade que chega a ser anormal para os meus padrões.

De certa forma, minhas últimas experiências me fizeram entender que, no meu caso, a ansiedade acontecia pela sensação e pelo desejo de estar no controle de todas as situações quando, na realidade, eu sou apenas mais uma personagem no roteiro da peça chamada vida. Quando eu crio um projeto e tenho a expectativa de que sua realização depende exclusivamente de mim, estou avocando uma responsabilidade que não tenho como cumprir. Tento, uso todas as minhas forças, me desgasto e o máximo que costumo conseguir é uma mistura de cansaço com revolta e decepção.

Por outro lado, quando entendo que o autor da peça é soberano sobre todas as coisas, que Ele tem o melhor pra mim e o fará no tempo certo, independentemente se esses planos são os mesmos que os meus, posso descansar e aproveitar as maravilhosas que Ele preparou.

Isso não significa, por exemplo, que você deva ficar em casa deitado no sofá o dia todo enquanto espera um emprego “cair do céu”. O que eu estou dizendo é que você deve sim sair para procurar um trabalho, mas deve descansar em Deus ciente que, no tempo certo, a oportunidade certa surgirá para você. Se não surgir, é porque não era o momento nem a oportunidade certa.

Ainda tenho um longo caminho a percorrer. Se você também sofre com pensamentos ansiosos, minha oração é que o Senhor nos ensine a caminhar no tempo Dele e que nosso coração possa estar sempre atento a estas palavras: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6–7).

Que, nos momentos de incessantes preocupações, nos lembremos também das palavras de Jesus: “Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘Que vamos beber?’ ou ‘Que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal” (Mateus 6:31–34).

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