O que diabos aconteceu com a GERAÇÃO Y?!
Ícaro de Carvalho
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A situação de toda uma geração não pode ser avaliada sob uma só ótica. Veja, não vamos romantizar a geração dos nossos pais, não era um mar de rosas aqui no Brasil. Somos frutos dos primeiros pais que puderam ter a coragem de se divorciar. A nós que somos nascidos de 1978 pra cá, recaiu uma porrada de transições políticas, tecnológicas e culturais com uma velocidade tão grande, que não pudemos perceber o perigo. Com um agravante: o Brasil não tem base Cultural, Educacional e Social firme que nos torne capazes de notar que apenas reproduzimos o lixo globalizado, que não reflete a nossa realidade. Ao redor do mundo, houve mudanças graves de padrão por incontáveis crises econômicas. Hoje em dia um americano médio de 30 anos ainda está pagando as dívidas da faculdade, por isso não pode e nem tem crédito para hipoteca de uma casa. Algumas coisas não são sinônimo de sucesso de forma alguma. Um carro é um agente ultra-poluente, comprar um imóvel com parcelas salgadas, compensa menos que investir mensalmente essa mesma parcela e morar em casa alugada. Nem todo mundo pensa igual, nem todo mundo diz sim para o chefe e o cliente o tempo todo. Nossa geração tem seus defeitos e seus méritos.

E o maior deles foi desmascarar que você já seria um velho em queda com 35 anos. Não somos. Estamos reinventando, errando, construindo. Assim como fizeram antes de nós. O mundo que temos agora é muito mais complexo que há 30 anos atrás.

Todos nós temos escolha: ninguém é obrigado a nada.

Quer se casar e ter filhos! Faça isso se deixa você feliz. Quer ser solteirão e usar camiseta do Batman? OK! Quer fazer tudo ao mesmo tempo? OK!

Vamos nos permitir escolher, e essa responsabilidade cabe a cada um de nós.

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