
… de besteiras que tinham se aglomerado no meu modo de ver e pensar as coisas. Mas não somente isso. Para onde quer que eu olhasse, o que quer que eu lesse, com quem quer que conversasse, tudo o que Olavo dizia estava lá, consubstanciado, transparente, tangível, evidente.
Se dizer feminista não é necessário porque o que conta não é o nome, é a atitude. Talvez a senhora do posto de saúde de uma borda de São Paulo, aquela que conversa com as meninas sobre sexualidade com respeito e cuidado, tenha uma postura muito mais efetiva do que milhares de mulheres das regiões nobres. Será que ela se diz feminista? Será que ela pensa nisso? Será que ela precisa de uma teoria que diga que ela está certa?