O dia em que eu abracei a Jout Jout

É muito comum eu ver alguma cantora, atriz, artista, formadora de opinião que gosto e pensar: poxa, como eu queria tomar uma cerveja com essa pessoa. Como eu queria dizer pra ela que o trabalho dela é incrível, dizer que ela fez diferença em um momento da minha vida. Pois então, acho que todas já nos sentimos assim né? Aliás, recentemente conheci o termo “crush de amizade” e achei perfeito. Com Jout Jout sempre foi assim, uma crush de amizade e uma certa esperança de encontra-la em algum lugar por aí e dizer tudo isso pra ela.

Na real, desde que eu soube que ela tá morando em SP eu sempre saio de casa com a sensação de que ela pode aparecer em qualquer esquina da Paulista. Calma, não digo isso de um jeito stalker, não fico pensando nisso, nem procurando por ela em cada esquina, mas a ideia fica de alguma forma ali, pendurada no cérebro.

Mas eu nem estava em São Paulo, estava passeando no Rio, aliás, estava passeando há horas, num dia clássico de turista em que já tinha feito pelo menos 3 rolês diferentes, estava suada, e de biquíni por baixo do vestido, mesmo sem ter ido à praia. Sim, turista, caros.

A última parada do passeio era uma passada rápida em um shopping pra comer, eu estava com a Aline, uma amiga que também gosta muito da Julia (sim, depois de pedir um abraço e de te-lo recebido já tô me achando parça e me referindo pelo nome) a Aline nesse mesmo dia, acredite se quiser, havia comentado sobre um vídeo e como gostaria de conhecer a Jout Jout, eu sublinhei esse desejo como meu também e ainda listamos mais algumas pessoas que gostaríamos de encontrar.

A surpresa foi que mais tarde, virando uma esquina esvaziada que não era da Av. Paulista, mas de um shopping carioca essa amiga me alerta:“Renata, olha quem tá vindo ali, a Jout Jout”. Eu pensei que poderia ser uma brincadeira ou alguém parecido, mas bastou olhar pra não ter dúvidas: lá estavam Jout Jout e Caião de boas no shopping. E vindo na minha direção.

Já encontrei pessoas publicas que admiro antes, mas sempre hesito em abordar. Fico sempre intimidada pelo brilho que essas pessoas carregam consigo. E não que Jout Jout não tenha esse brilho, mas mais que isso, ela tem uma energia convidativa, dei um passo pro lado esquerdo entrei na frente dela (que pra minha sorte, acho que tá acostumada e não de assustou) e perguntei “Oi, posso tirar uma foto? Aliás, posso te dar um abraço?” Ela deu o abraço e entendi porque não hesitei em falar com ela, ela era real, era abraçável e por isso era ainda mais legal estar ali pertinho dela. Ainda sem acreditar no que tava rolando perguntei o que ela estava fazendo no Rio e comentei que sempre achamos que a encontraríamos em São Paulo.

Minha amiga e eu sacamos os telefones pra fazer a foto, mas por mais real que Julia fosse aquela situação não poderia parecer mais inventada e nós estávamos genuinamente nervosas.

Jout fez um comentário sobre a capa do meu celular em que se lê “fora temer” em que eu só consegui responder “primeiramente” e depois notou a minha tatuagem no braço com uma frase de uma música dos novos baianos e acrescentou “ai, meu deus um copinho e duas flores”. Era o céu. Eu tinha um monte de coisas pra dizer pra ela, mas não pensei em nada. E nem me arrependi de nada. Só fiz sorrir e ainda me juntei a ela numa leve dancinha quando ela chamou Caio pra ver a tatuagem e cantamos a letra “Minha carne é de carnaval, meu coração é igual”.

Na hora da foto nem eu nem Aline conseguimos segurar os telefones sem tremer e Jout Jout (que eu imagino que também já esteja acostumada com isso) gentilmente pegou um dos telefones e tirou ela mesmo a selfie que a gente não se cansou de olhar desde então.

Foi assim que as definições de ~esse dia foi loko~ foram atualizadas com sucesso. E que eu fiquei feliz pra caramba de mesmo sem ter dito um monte de coisas que eu queria, carregar essa sensação de ter conhecido alguém real e realmente bacana. Aliás, quanto a isso tô bem tranquila, a Jout Jout segue sendo crush de amizade, quem sabe um dia eu troque a ideia que ficou faltando durante uma cerveja.