Os 5 segundos.

Este é o tempo necessário para tomar uma decisão.

A neurocientista Suzana Herculano-Houzel relatou há algum tempo que somos cientificamente os únicos responsáveis pelos exatos 5 segundos que antecedem qualquer bom acontecimento na vida ou por aquela mancada que damos.

São os segundos da decisão.

Somos responsáveis por estes 5 segundos e pelos múltiplos posteriores que poderão atormentar nosso cérebro, como cita a pesquisadora Iris Mauss da Universidade Stanford no artigo “A tormenta da ira”, que comprova que é possível controlar as emoções a partir de experiências subjetivas.

Mas como treiná-lo? Paciência, silêncio, meditação, autoconhecimento.

São atitudes e ações possíveis, sem grande custo e efetivas para a maioria das pessoas, de maneira que o tempo não nos cause cegueira diante da realidade, não nos ensurdeça perante a voz do povo, não tire meu lugar de fala e não me mate. De fato ou de vergonha.

As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo. É o que dizia Schopenhauer usando os 5 segundos que antecederam a pergunta.

O tempo é um brinde para a maioria. Uma espécie de amostra grátis da vida. Mas o seu uso é adequado àqueles que desenvolvem o signo da sabedoria e da ternura.