Recebi um buquê de rosas e, nossa, era pra mim.

Essa história que vou contar não é minha, até queria, em partes, que fosse. Quem já teve a oportunidade de ganhar um buquê de rosas de um admirador secreto? Eu nunca. E era apenas nessa parte que eu queria me ver nessa história, porque deve ser o máximo saber que alguém te admira e você não sabe quem é.

Lógico que é bem melhor você saber quem te admira e que essas pessoas digam que te admira, sejam elas amigos, familiares e até mesmo um crush (ou vários crushs), mas a imaginação vai super além quando você não faz ideia de quem seja a figura. O problema, se é que existe, é você achar que aquilo tudo é uma pegadinha e que já já Silvio Santos vai sair de atrás da cortina, com aquela voz de “vem pra cá” e te comprovar que não existe esse admirador secreto.

Outro grande problema (se é que isso é problema para você) é você achar que, por você andar tão em falta com o amor (ou sem nenhum crush), que não é merecedora das flores e ficar se perguntando o motivo de ter recebido aquilo, ainda mais quando as flores vêm acompanhada de um texto do Vinicius de Moraes.

Não importa quem mandou. Não importa se aquela pessoa quer algo com você. Não importa se era brincadeira. Não importa se você vai querer algo com aquela pessoa. O que importa é você não se achar merecedora de rosas. Nossa, apesar de não ter ganhado um buquê eu me acho merecedora de rosas. Rosas são sempre rosas e não há o lado ruim nessa história. Trate de colocá-las num vaso com água (cuidado com a Zika), e admirá-las todos os dias como retribuição à quem te admira.

Vigi como to romântica. Não sou romântica, pelo menos não costumo ser, mas gosto de rosas. Gosto tanto que minha mãe se chama Rosa, e tenho duas tatuagens de rosas e já estou pensando em uma terceira. Pausa.

E se você descobrir quem foi o admirador secreto e quiser agradecer, agradeça. Se não quiser agradecer, deixa quieto, na verdade, era pra ser secreto mesmo.

PS: o admirador que quiser me enviar flores me avisa que eu passo meu endereço. Hahahahaha

Beijos,

Albertim

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