Deus me livre ser feliz, tenho nem roupa pra isso!

Sou remota
Sep 3, 2018 · 2 min read

Ser feliz é o sonho de todo mundo. Começa na infância com o mágico “felizes para sempre”. Na adolescência já é uma ideia mais pé no chão (ou nem tanto): ser adulto é sinônimo de liberdade que é sinônimo de felicidade. Na fase adulta, bom, essa eu não sei pois ainda não cheguei lá.

O fato é que a tal da felicidade sempre esteve ali na lista de “coisas pra ser/fazer antes de morrer”, logo antes de viajar de balão e depois de nadar com golfinhos.

Pra mim ela nunca pareceu real. É como aqueles sonhos inusitados e impossíveis que a gente planeja, mas nunca espera que realmente vá acontecer, tipo casar com um príncipe e virar princesa. É claro que eu já tenho todo o casamento planejado, mas as possibilidade são escassas. E se acontecer? Deus me livre, tenho nem roupa isso!

Durante muito tempo eu tive uma frase acessório que era: “quando eu for feliz…”. Ela vinha acompanhada de todos os complementos possíveis. “Quando eu for feliz, vou poder namorar e vai ser incrível”, quando eu for feliz vou me amar”, “quando eu for feliz vou correr atrás dos meus sonhos”.

Até que no meio dessa minha ansiosa espera pela felicidade eu me dei conta: e se ela não vier? Se ela não vier eu não vou namorar? Não vou me amar? Não vou correr atrás dos meus sonhos?

Não se se você já viu a cara de uma criança quando você conta a ela que Papai Noel não existe, mas foi exatamente essa cara que fiz ao descobrir que aquele conto de fadas encantado que eu criei e tanto esperei podia ser mentira.

Até que eu entendi: felicidade, meus amigos, é só questão de ser. E hoje eu sou.

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    Das profundezas da felicidade mais inconstante e do sofrimento mais crucial, eu me encontro assentada nos braços do meu amor. Eu. Por:Renata Mota