O que aprendi com 20 meses sem álcool

Hoje exatamente, completam 20 meses que não bebo uma gota sequer de álcool.

Depois de iniciar uma jornada com “mini desafios pessoais”, em sua maioria para o aumento de produtividade e bem-estar integral entre mente e corpo; alguns amigos e desconhecidos no facebook pediram para compartilhar essas histórias então, aqui estou.

1- Esses são meus “amigos”?

Quando você passa alguns meses evitando álcool, logo percebe que nossa cultura está tão impregnada com convenções sociais e conversas fúteis que centralizam a vida do outro como tema central de debate. Condenando, julgando e construindo uma imagem de vida perfeita nas redes sociais.

Com o tempo, você desiste de tentar convencer seus amigos de que, “tomar só um copo de cerveja” não é o que você exatamente gostaria de fazer (eles dificilmente vão respeitar isso). Pior, as brincadeiras e insinuações sobre sua decisão, vão de cômicas a maldosas, é como se você não tivesse o direito de querer ser uma pessoa melhor.

E então se inicia a parte mais complexa de desconstruir todas essas convenções sociais, que é uma radical seleção do joio do trigo. “Quem são essas pessoas com quem eu estou saindo? “ você pensa.

É tão revelador quanto triste no primeiro momento como no meu caso que, me dei conta de que aquelas pessoas com as quais dividia meu tempo todas as semanas, sabia pouco ou quase nada sobre suas vidas, seus sentimentos e vontades. Quem são elas afinal?

Eu havia investido anos de conversa fiada jogada pelo ralo sobre a vida do vizinho, da pessoa x, do vídeo viral no youtube, de tal restaurante que conheci e é horrível. Com que propósito?

Alguns meses depois sem álcool, você começa a observar que 99% das pessoas com as quais você saia, se sentem terrivelmente incomodadas em desfrutar de sua presença sem se utilizar de algum etílico ou estar associado a algum evento como pretexto.

Será que nossa existência não basta? A companhia do outro precisa sempre estar associada a alguma bengala? Por que é tão difícil olhar nos olhos do outro?


2- Menos conversa fútil, mais dinheiro no banco

Logo depois de fazer uma seleção inevitável de amigos, e desistir de dizer “não, obrigada!” você começa a redefinir o conceito de diversão, e da regra silenciosa chamada: “ter que fazer algo sempre”.

“ Mas você não vai sair? Hoje é sexta-feira!”

Será que eu preciso esperar até sexta-feira a noite e o final de semana para me divertir? Será que eu não posso simplismente me divertir todos dias enquanto trabalho?

O que é diversão? O que é felicidade?

Certa vez, meu coach (um mestre muito sábio que consulto semanalmente) me perguntou:

“Me responda Renata, você viu alguém feliz hoje?”

Pensei um pouco e respondi: “Nossa… Não!”

Ele disse: “E ontem? Quem sabe essa semana…? Pense um pouco…”

Acho que você também já sabe a resposta.

Com um novo conceito em mente sobre diversão, você provavelmente começa a sair menos e isso resulta em mais dinheiro em sua conta. No final do mês você economizou no mínimo R$ 800,00. Vamos fazer as contas:

Se você saia 4 vezes na semana e gastava R$ 50,00 em cada passeio, isso dá um total de R$ 200,00 por semana ou seja; R$ 800,00 louros para investir no que realmente importa para você, seus projetos e sonhos.


3- Você dorme melhor e acorda renovado

Você já acordou com aquela sensação de ter sido atropelado por um caminhão?

Esse era meu sentimento todas as manhãs após ingerir álcool, sem contar o inchaço e mal-humor.

Posso garantir que logo na primeira semana sem tais substâncias, você vai perceber uma mudança significativa na qualidade do sono, como eu senti. Seu corpo se torna mais leve e à cada manhã; mais descansado.

Esse é com certeza um desafio e tanto para a sociedade na qual vivemos mas, depois que você avança nessa jornada é bem provável que você não volte atrás.

Só por curiosidade: Você já tentou ficar um período sem beber álcool?

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