Nossos pais davam duro, saiam de casa cedo, trabalhavam como doidos, indo e vindo do centro da cidade, em cartórios, lotéricas e visitas bancárias, muitas vezes em carros sem ar-condicionado, mas ganhavam bem o suficiente para sustentarem uma família com três filhos, carro, cachorro e ainda levavam todos para comerem churrasco aos domingos.
O que diabos aconteceu com a GERAÇÃO Y?!
Ícaro de Carvalho
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Meu avô era torneiro mecânico. Um profissional incrível, capaz de fazer qualquer coisa com um torno e um pedaço de aço.

Ele trabalhava em ambientes perigosos, insalubres e sujos. Estava sempre com graxa nas mãos e nas unhas. Mas, mesmo assim, conseguiu criar dois filhos, minha prima (irmã sócio-afetiva), eu e mais alguns da família. Eu fui o último. Nunca tive luxos, mas nunca me faltou nada!

Além disso, eles — meus avós — sustentaram minha mãe e minha irmã, ingratas, até onde puderam. Nunca lhes faltou o básico.

Não havia internet, smartphone ou glamour. Mas existia oportunidades para quem quisesse trabalhar, dar duro e suar a camisa.

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