Fallen | Crítica

Renato Alves
Sep 8, 2018 · 3 min read

Título original: Fallen

Título no Brasil: Possuídos

Ano de lançamento: 1998

Diretor: Gregory Hoblit

Elenco: Denzel Washington, John Goodman, Donald Sutherland, Embeth Davidtz, James Gandolfini, Elias Koteas

Denzel Washington. Fallen (1998).

“Time is on my side…yes, it is”

Acabei de ver um filme interessante. Não é um grande filme nem traz muita novidade, mesmo porque o filme é de 20 anos atrás. Mas o filme é divertido, bem feito e tem o Denzel, então já é um bom motivo pra tirar um tempo pra ver. Outro motivo que me fez procurar esse filme foi o fato de parecer um terror (embora não seja), pois gosto de um terrorzinho e quis ver como o Denzel se sai num filme assim. Geralmente, com filmes antigos, não faço crítica, apenas uma análise, mas, nesse caso, achei interessante “avaliar” — segundo o meu gosto.

O filme conta a história de um detetive que realiza a captura de um bandido perigoso que tinha um certo “apego” por ele, como ligar de madrugada constantemente para sua casa. Esse bandido está prestes a ser executado, mas há algo de diferente nele, como de repente ser capaz de falar um idioma desconhecido. Não vou falar muito mais nessa sinopse para não estragar a surpresa, pode ser a única que você venha a ter no filme. Mas o começo do filme já me deixou intrigado e curioso pra continuar assistindo, tenho certeza que será assim com você.

A trilha sonora é muito boa. A escolha das músicas, edição e mixagem no decorrer do filme te convencem e te ajudam a se emparelhar com o protagonista conforme o desenrolar dos fatos. A música de abertura, “Time Is On My Side” (“12x5", 1964), cantada constantemente pelo antagonista tem tudo a ver com o contexto e com o personagem, bem como a música de encerramento, “Sympathy for the Devil” (“Beggars Banquet”, 1968), ambas dos Rolling Stones. As músicas de tensão também foram bem escolhidas, com uma melodia que parece não ter um padrão ou linearidade, com batidas que fazem um pouco de eco e causam uma sensação de medo; isso é muito importante se o diretor quer causar ao espectador um certo pavor do sobrenatural. A edição e mixagem do som também são muito importantes, principalmente se você está assistindo de fone ou com um home theater, pois a distribuição dos sons pelos canais de áudio ajuda na ambientação. Um bom exemplo é quando a cena está muito silenciosa e de repente um telefone toca atrás de você (é o que parece com a distribuição correta dos canais de áudio).

Sobre atuações, não há muito o que falar, pois não há nada espetacular, embora eu tenha gostado bastante da atuação de Elias Koteas como o condenado Reese no começo do filme. Ele está bem alucinado e as mudanças de postura, tom de voz e a atitude debochada fica bem convincente na representação de alguém possuído. Denzel Washington é muito bom em todo filme que faz, por isso é uma lenda viva, e nesse não é diferente. Apesar de não ter nenhuma novidade na atuação, mantém a qualidade e seu carisma compensaria mesmo que tivesse ido mal (o que não é o caso).

Fallen é um bom filme, caso você não tenha nenhum grande filme na sua lista de fim de semana. Não é nenhuma obra-prima, mas vale seu tempo. Talvez se o diretor tivesse explorado um pouco mais a mitologia ficaria um pouco mais atrativo. Ou se o filme tivesse um pouco mais de ação, pois mesmo no clímax você não se sente muito empolgado — apenas vai acompanhando. Enfim, o final não é clichê, o filme tem um enredo bacana, um elenco qualificado, uma trilha sonora e trabalho de som muito bons e um tema que parece que nunca enjoa — pelo menos pra mim, por isso eu gostei e recomendo. Enjoy it!

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