a entressafra

Na agricultura existe um período chamado de “entressafra”, é quando há um intervalo entre uma safra e outra e o produto em questão acaba sendo valorizado no mercado. Cês se lembram daquela época em que o tomate virou o must have da estação e era luxo exibir um tomatinho nos quilos da vida?

Pois bem, quando cê é solteiro em uma cidade como o Rio de Janeiro, esse período de entressafra também rola, com a diferença que cê não é o tomate em questão, mas descolar um contatinho é quase tão difícil quanto querer tomar uma caipirinha de lichia em agosto, saca?

A situação poderia ganhar contornos graves ou desesperados, mas se tem uma coisa que os 31, a terapia e toda a temporada de Sex and the City ensinam é: tenha calma e mantenha o humor! Até porquê quando cê vai numa festa chamada Infame e sai de lá mais liso que sua conta bancária só restam duas alternativas: chorar ou parar na Vezpa e devorar uma fatia de portuguesa com uma Coca bem gelada.

Escolham a segunda, mas sem subir na balança no dia seguinte, por favor. Para quem está no período de “entressafra” é o momento de reler aquele livro da Clarice, ou se aventurar naquela pilha que cê nunca folheou (mas sempre garantiu ter lido e amado/odiado), arrumar as araras, e procurar uma atividade nova.

A bem verdade que não ter em quem pensar também faz um bem, acalma e traz paz. Claro que tem os domingos e aquele álbum da Rosa Passos cantando Tom e Caymmi que é de matar e morrer de amor e sofrer, mas viver tem disso, olhar pra trás, olhar pra frente e se perdoar pelo que deu errado, se adorar pelo que deu certo e seguir o baile de coração e olhos abertos.

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