laissez faire, laissez aller, laissez passer

“[…] Schacht sempre prefere um jogo amigável, seja como for. Ele nem liga mais tanto para ganhar, desde primeiro a doença de Crohn e depois o joelho com seus dezesseis anos. Ele provavelmente hoje descreveria o seu desejo de vencer como apenas uma preferência, nada mais. O curioso é que o seu jogo parece ter melhorado um pouquinho nos dois anos depois que ele deixou de ligar tanto. É como se o seu estilo duro e seco não tivesse mais nenhum outro objetivo além de si próprio e tivesse começado a se alimentar de si próprio e ficado mais cheio, mais livre, com arestas menos ásperas, embora o de todo mundo tenha melhorado também, ainda mais rápido, e o ranqueamento de Schacht venha declinando constantemente desde os dezesseis, e a equipe da Academia tenha parado de falar até de bolsas em universidades boas. Tudo bem que o Schtitt desenvolveu algum afeto por ele, desde o joelho e a perda de qualquer anseio que não o próprio jogo, e agora trata Schacht mais como um par do que como um objeto experimental com algo em risco. Schacht no fundo do seu coração já está decidido a seguir uma carreira odontológica, e trabalha como estagiário duas vezes por semana para um especialista em canais lá na Fundação Nacional de Dor Craniofacial, no leste de Enfield, quando não está competindo fora. […]

Graça Infinita”, DFW — Tradução de Caetano Galindo

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