Pesquisadores escoceses descobriram que a traça-da-cera pode ouvir frequências de até 300 kHz, enquanto a audição humana chega a 20 kHz
Não diga nada que você não queira que seja ouvido pela traça-da-cera (Galleria mellonella). Pesquisadores da Universidade de Strathclyde em Glasgow, Escócia, relataram que essa traça possui a melhor audição do mundo.
Os pesquisadores determinaram que a traça pode ouvir frequências de até 300 kHz. Os seres humanos conseguem ouvir sons de até 20 kHz. Os golfinhos, conhecidos pela sua audição apurada, não conseguem ouvir sons acima de aproximadamente 160 kHz.
Assim como ocorre com a maioria dos seres da natureza, existe uma explicação para tamanha capacidade auditiva.
Insetos conseguem sentir frequências surpreendentes
Uma pequena traça comum tem os melhores ouvidos do reino animal. De acordo com um novo estudo publicado na Biology Letters, a grande traça da cera (Galleria mellonella) é capaz de ouvir frequências até 300.000 hertz (300kHz), ou 15 vezes a frequência que humanos conseguem escutar.
“Ficamos extremamente surpresos de descobrir que a traça é capaz de ouvir frequências de som neste nível, e esperamos usar isto para entender melhor o uso de ultrassom no ar. Isto é extremamente difícil, uma vez que sinais de frequência tão alta são facilmente enfraquecidos nele.” disse James Windmill, co-autor do trabalho. “Sabe-se que outros animais, como morcegos, usam ultrassom para se comunicar e agora está claro que as traças são capazes de um uso ainda mais avançado do som.”
Os pesquisadores acreditam que a traça pode ter desenvolvido um ouvido extremo para evitar seu maior predador, o morcego. Estes usam ecolocação de alta-frequência para encontrar presas, mas se as traças os ouvirem, têm chances maiores de escapar. Alguns morcegos conseguem emitir sons em torno de 100 kHz e ouvir frequências ligeiramente acima de 200 kHz, mais alto que os golfinhos, mas ainda muito abaixo das traças.
“Estou muito interessado em saber como a audição das traças funciona para ajudar a fazer microfones menores e melhores,” disse Windmill. “Eles poderiam ser colocados em muitos dispositivos, como celulares ou aparelhos de surdez.”
Windmill também trabalha na adaptação da tecnologia de ecolocação das traças. Isto permite que o inseto, de visão precária, navegue transmitindo sons para superfícies e usando os retornos para determinar a distância e a direção dos objetos.
O estudo foi feito por pesquisadores do Centro de Engenharia de Ultrassom da Universidade Strachclyde, em Glasgow, na Escócia, informa a UPI.
Você poderá ir até o site fonte da matéria — http://www.jw.org/pt/ e pesquisar sobre outros assuntos.
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