Amor a primeira vista

Você com certeza já ouvi essa expressão em algum momento da sua vida. Mas já notou que ela se aplica em tudo? Um emprego, um prato de comida, um carro ou uma marca. É justamente sobre isso que vou falar.
Sou um fã declarado da Volks, sim aquela marca alemã que vende carros de plásticos absurdamente caros no Brasil. Deixo de lado todo esse estereótipo que foi criado sobre a marca e falo como um usuário comum, um "lover".
Meu contato com a marca vem desde cedo, tanto que lembro da primeira vez que entrei em um carro, foi em um fusca branco do meu tio Maurício. Cara, que emoção! Algo tão distante da minha realidade naquela época e de repente estava lá, estacionado na porta de casa. Uma vez estava voltando da casa do meu avô na avenida Interlagos, ele acelerando o possante motor 1300 e passou a 4° marcha, e eu, bobo todo empolgado. Nossa que felicidade!
Depois deste carro ele comprou um outro Volks, um Passat 1.6 ano 84. Lembro bem deste, ele saia todo dia umas 5 da manhã mas ligava o carro antes de tomar banho. Quando eu ia com ele para trabalhar (sim, trabalho desde os 12 anos), eu jogava um pouco de álcool no carburador para dar partida. Detalhe: o álcool ficava em um vidro do desodorante Avanço dentro do carro! Imagina a fragrância do carro dele rsrsrs.
Bom, os anos se passaram e eu tirei a minha habilitação, e o primeiro carro que comprei foi um... adivinhem? Um Fiat 147 verde abacate, ano 74! Brincadeira, este ganhei do meu pai com 16 anos, mas esse tema deixo para outra história.
Comprei um Polo 2005, O vizinho do meu amigo tinha um quando lançou e eu amei aqueles faróis (sou fanático por faróis). Impossível olhar e não lembrar das Mercedes que rodavam pelos bairros nobres de São Paulo. Até hoje não tive a oportunidade de guiar um veículo com o câmbio manual mais preciso que o do Polo. Vou deixar essa memória assim - não posso falar que não tem câmbio melhor, mas na minha opinião, dos manuais que andei, o câmbio do polo era melhor.
Rodei até Floripa em um bate-volta, coisa de doido! Engates limpos e leves, casamento perfeito com o motor 1.6. Comprei ele com 85 mil Km e vendi com 130 mil Km.
Depois dele vieram mais dois Polos, um Jetta e um Virtus. Não vou mentir, houve algumas traições: um Stilo e dois Ford Focus um GLX e outro Powershift.
Sei que a marca tem vários problemas e defeitos na construção e acabamentos, além do seguro elevado, mas quero que vejam como essa relação é construída desde cedo.
Como coisas pequenas podem influenciar em nossas escolhas. Gosto da marca porque está presente na minha vida desde criança. Vou além: sou um "busólogo". Lembro daqueles ônibus que faziam a linha do Jardim Progresso até o Terminal Santo Amaro. Na época era o modelo Ciferal GLS Bus e na lateral deles estava escrito o nome Volksbus. Gostava quando pegava eles e sempre dava um jeito de ficar olhando o painel. O câmbio era diferente dos demais, mas enfim, coisas que nem todos notam.
Então coleguinhas, na próxima vez que alguém falar que é fã de uma marca, respeite. Pois muitos possuem ligações extremamente fortes e emocionais proporcionadas por momentos marcantes em suas vidas. Temos que lembrar da paixão, que independente da marca, possuímos o amor por carros.
Meu nome é Renato Oliveira, vou compartilhar aqui a minha visão sobre carros de forma imparcial e sem análises técnicas, pois o manual existe para isso. Além do mais, vários YouTubers já fazem isso.
A minha intenção é falar de usuário para outro usuário.
