Greve geral!

Os acontecimentos em Salto neste dia de paralisações

Grevistas bloqueiam metade da pista no sentido Salto-Itu na manhã de 28 de abril

O dia 28 de abril de 2017 ficará eternizado na história do Brasil como a maior greve já feita em mais de cem anos. Neste dia, milhares de cidadãos saíram às ruas para protestar contra as tentativas de Michel Temer de passar a reforma da previdência, contra o fim do imposto sindical e contra a prisão do ex-presidente Lula que é réu em diversos processos.

Em Salto, as principais paralisações aconteceram próximas a ponte estaiada no sentido centro, na garagem da Auto-ônibus Nardelli, na ponte que liga o bairro São Pedro e São paulo com o centro e também próximo ao Tenda Atacado.

Na ponte de Ligação do bairro São Pedro e São Paulo grevistas atearam fogo em pneus e colchões para bloquear a pista. A polícia foi acionada e o fogo foi combatido. Em frente da Indústria Fedrigoni, uma paralisação aconteceu com os funcionários da empresa, membros da CUT (Central Única dos Trabalhadores) movimentos estudantis​ e de professores. Os manifestantes estavam sendo escoltados pela polícia enquanto gritavam palavras de ordem contra o atual presidente Michel Temer e as privatizações que estão em curso no país.

Membros de outros sindicatos juntos com a CUT bloquearam a entrada da garagem de ônibus Nardelli, impedindo a saída dos veículos que ficaram mais de três horas sem circular pela cidade e deixou a população saltense sem transporte coletivo até as 12h.

Neste mesmo dia um grevista foi pego em flagrante pela polícia militar despejando Miguelitos (pregos torcidos) na rodovia da convenção, próximo ao mercado Tenda Atacado. No total, cinco veículos tiveram os pneus furados por conta dessa armadilha que era muito utilizada por guerrilhas durante o regime militar em 1964.

Durante a abordagem, os policiais encontraram dezenas dessa armadilha na caçamba da picape de Junior Teixeira, que foi conduzido até a delegacia da cidade para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

Júnior ao centro da imagem (jaqueta azul) e Willhes Gomes ao seu lado direito. Fo

Junior Teixeira trabalhou na prefeitura de Salto como comissionado na época em que Juvenil Cirelli era o prefeito. Após ser conduzido ao dp, Júnior tirou uma foto com os seus companheiros em frente a delegacia, contando ainda com a presença do ex-presidente da câmara de Salto Willhes Gomes da Silva que demonstrou solidariedade ao conduzido.

O motivo da greve

Sindicatos, movimentos sociais e estudantis saíram às ruas nesta sexta feira, dia 28, para protestar contra as reformas da previdência que o presidente Michel Temer quer aprovar no congresso e no Senado Federal.

O principal argumento dos organizadores desta paralisação é de que a aprovação desses projetos irão retirar direitos dos trabalhadores. A greve também acontece logo após o governo cortar a obrigatoriedade do imposto sindical, um valor que chega a mais de 3,9 bilhões de reais por ano, sendo esse valor destinado para mais de 15 mil sindicatos existentes nos registros do ministério do trabalho.