Por que algumas coisas viralizam na rede?

Quem me conhece, sabe que sou um aficionado por eventos de gestão, empreendedorismo e redes sociais. Curioso, fico imaginando por que as coisas pegam e outras não.

Isso me fez lembrar de uma palestra de Jonah Berger, um jovem professor de marketing da Wharton Business School, que assisti em 2014 no HSM Expomanagement. Berger contou, por exemplo, por que um sanduíche de filé com queijo, vendido a 100 dólares, virou uma verdadeira febre; também falou por que um vídeo de um cachorrinho fofinho conquista milhões de visualizações no YouTube.

É fato que somos bombardeados por informações de todos os lados, e as redes sociais chegaram para acentuar isso ainda mais. Mark Zuckerberg, por exemplo, deu bye bye para Harvard para criar o Facebook, que mudou a forma de as pessoas se relacionarem em todo mundo.

Nesse contexto da rede, algumas mensagens aparentemente bobas, “bombam”; outras, que a princípio parecem interessantíssimas, fracassam. Eis que inevitavelmente surge a pergunta: como tornar as coisas mais atraentes? Berger diz que, essencialmente, é preciso contar histórias envolventes. Não por acaso, a técnica de storytelling faz cada vez mais sucesso no mundo corporativo.

Na verdade, storytelling é algo que sempre existiu. É uma condição inerente ao ser humano. As crianças, por exemplo, fazem isso naturalmente e como ninguém. Mas como agir para as coisas “pegarem”? Berger aconselha usar “os amigos para chegar ao seu público. Eles CONHECEM seu público melhor do que você”. Não entendeu?

O professor explica que ações que geram emoções são as mais compartilhadas. O boca a boca, nesse sentido, “é o fator primário por trás de 20% a 50% de todas as decisões de compra. Se conseguirem com que as pessoas falem das suas ideias, isso irá se espalhar pelas redes sociais como um vírus, tornando o produto ou ideia instantaneamente popular ao longo do processo”, diz.

A viralidade, porém, não nasce, ela é simplesmente produzida. E isso é de fato uma boa notícia porque qualquer pessoa pode fazer um produto ou ideia “bombar”. “As pessoas gostam de ajudar. Portanto, se pudermos mostrar que nossos produtos ou serviços vão poupar tempo, melhorar a saúde ou economizar dinheiro, elas vão compartilhar”, afirma Berger.

Fica aí uma boa dica! ;)