Por que você é tão legal a ponto de ainda estar vivo?

A vida é muito mais que dormir, acordar, trabalhar, namorar, ir a festas e viajar. Somos muito importantes para o mundo e para sua história. Apesar de a ciência, a religião, a filosofia e as artes não terem respondido o “por que estamos aqui?”, o sentimento de fazer parte do universo acalma o coração. São as nossas bússolas internas (os maiores indicadores de que estamos no caminho certo, ou errado) que cumprem esse papel.

A crise, quem diria, nos fez muito bem. Baixou nossa bola. Nos lembrou que a nossa essência é se conectar com outras pessoas e que em meio à necessidade conseguimos realizar coisas incríveis e memoráveis. Que o diga as Olimpíadas, que se encerraram ontem e resgataram nosso orgulho de sermos brasileiros. Os Jogos provaram para o mundo que, apesar dos nossos inúmeros problemas, também somos um povo de muito valor e exuberante excelência.

Diante disso, vale destacar que neste século XXI de mudanças exponenciais somos confrontados com os desafios de descobrir aquilo que realmente importa. Onde trabalhar e com quem se relacionar, por exemplo, são questões inerentes à nossa condição humana. Nesse sentido, qual o combustível que nos move? Qual a forma como lidamos com os dois lobos que existem dentro de nós (um é mau: é a raiva, a cobiça, a inveja, a arrogância. O outro é bom: é a alegria, a paz, a generosidade, a esperança)?

À medida que os anos vão avançando, nossos corpos perdem força, mas em contrapartida ficamos, em teoria, mais maduros e passamos a escolher de forma mais criteriosa e cuidadosa. Constatamos que ainda é péssimo sentir dor e tristeza, mas compreendemos que esses sentimentos nos deixam mais alertas e nos apontam para os caminhos que realmente valem a pena serem percorridos.

Penso, portanto, que devemos compreender o poder de valores como a gratidão e o tempo. Esse último, aliás, deve ser tratado com muita diligência. Se gastamos o tempo, incorremos em desconstrução, dissipação e desbaratamento. Ele é nobre demais para ser gasto. Se tratado como investimento, por outro lado, daí o jogo vira e aí a recompensa são valores como o zelo, o respeito e a perseverança.

Essas duas maneiras de pensar o tempo (se é gasto ou investido) me faz lembrar dos dois lobos. Qual deles temos alimentado mais? E indo além: por que você (e eu, claro) é tão legal a ponto de ainda estar vivo?

Gostou do texto e quer trocar uma ideia comigo? Mande um e-mail para rarsantos@hotmail.com. Vou adorar bater um papo com você!

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