Cultura Organizacional

O ser humano, homo sapiens sapiens, descobriu que a natureza deixou algumas marcas de identificação para diferenciar um ser humano do outro, como a impressão digital, a íris, o DNA, as batidas do coração, tudo isso é único em cada um, não se repetindo. Além disso o próprio homem criou sistemas de identificação para a sua espécie como: o RG, o CPF, o Titulo de eleitor Etc.

Seguindo a mesma linha de raciocínio também foram criadas para as organizações, vários sistemas de identificação como: CNPJ, Inscrição Estadual, Inscrição Municipal, Etc. Mas tanto para o homem como para as organizações existe um elemento que é de supra importância e que compõe a personalidade tanto de um quanto do outro, que é a cultura.

Entende-se por cultura o conjunto de crenças, valores, princípios, costumes, que compõe a identidade de um povo, de uma nação. Para as organizações o valor da cultura é o mesmo que para o homem, ela define a identidade da empresa e norteia a forma com ela se relaciona com a sociedade.

Tanto para o Homem como para as empresas a cultura pode ajudar ou atrapalhar, dependendo do contexto, da situação. Imagine alguém que vem de uma cultura na qual as pessoas tiram os sapatos para entrar em casa e recebem convidados cuja cultura não tem este hábito. Situações parecidas podem gerar estragos muito maiores para organizações, podendo ir muito além de um mal entendido.

As empresas que não se adaptam, que não evoluem sua cultura, podem perder diferencial competitivo, ou seja, serão prejudicadas pelos seus costumes, pelas suas crenças. Afirmações do tipo “aqui nós sempre fazemos desse jeito” podem levar a empresa para o céu ou para o inferno. Em contra partida se adaptar não é apenas seguir a boiada, copiar dos concorrentes, sem filtros. Se adaptar é traçar o seu próprio caminho inovando e melhorando a cultura organizacional, a identidade corporativa, olhando para o mercado.

Falando de resiliência, as empresas também estão sujeitas a leis de expansão e retração, naturalmente para estas, o melhor seria ser igual a água e não ao aço, este último perde suas propriedades com a fadiga. As organizações sempre cobram: dedicação, flexibilidade, resiliência, que se pense fora da caixa, mas é necessário que elas também criem uma cultura que não só exija, mas também fomentem e sustentem tais qualidades.