Renê Nunes
Aug 8, 2017 · 2 min read

LEMBRANÇAS QUE O VENTO TRAZ

O tempo é uma medida por segundos,minutos e horas como o nosso relógio,o que passou não podemos modificar,fica apenas o reflexo do presente para que o amanhã possamos modificar.E quando não lembramos do passado?Assim começa a nossa história,Eduardo nosso protagonista sobre uma pedra assistindo um pôr do sol.

-Bem que eu queria que vocês estivessem aqui-assim pensa Eduardo -Talvez pudessem me ajudar.

Os fatos que levaram ao Eduardo a esse processo foi um acidente de carro no qual ele perdeu a direção e fez com que ele perdesse a memoria,mas não só a memória,mas também como a sua esposa é o seu filho.Por mais que todas as técnicas médicas modernas ofereça um desempenho excelente,não foi possível que a sua memória fosse lembrada,todas as formas de afeto dos seus familiares,pais,irmãos e dos seus amigos,também não foram capazes de colocar em ordem a sua cabeça.As fotos parecem assustá-lo,pois para o próprio é como se fosse um irmão gêmeo ou outra pessoa parecida naquelas imagens,aquelas emoções nunca existiram para ele.Um sentimento de busca que não existe.

As profundezas dos seus delírios de buscar uma resposta o levou ao ponto de encontro da sua primeira vez com a sua amada,segundo o diário da sua esposa.Ali desde a manhã ele procurando a cura do seu óbito,incógnito a resposta que ele procura,começa a olhar para os lados.A sua última esperança,pois o seu último desejo é a queda desse mirante.O tempo passa e a solidão se faz presente,algo que deveria se acostumar,ele de encontro ao parapeito,fecha os olhos ,respira fundo e uma brisa suave bate em seu rosto e traz um perfume inesquecível, sillage ,tudo vem à tona,ele começa a lembrar da esposa e do seu filho,todas as peças começam a se encaixar,o amor perdido transborda em seu peito e toda a felicidade volta a ativa,o sorriso,o beijo,o seu filho,o seu abraço lindo é o seu dizer “-papai,eu te amo!” tudo aquilo volta numa velocidade radiante,ele volta a acreditar,ele sente que não pode desistir.Ele vira ,pede desculpas e volta para o seu mundo,essas lembranças já bastam para ele voltar a viver…

Bem esse seria o fim que Eduardo gostaria,mas se ele quisesse realmente estigar o seu pensamento e querer saber o real motivo do acidente,como um carro com um “check up” em dia poderia ter perdido o controle?Qual o equívoco do acidente?Bem meus caros leitores,se você quiser terminar com um final feliz como “Eduardo”,não pense em continuar mas se você gostaria de saber da verdade lá vai…o perfume que retrocedeu a memória de Eduardo não era propriamente da sua amada,era da “dama da noite”,uma flor que quando se abre,isso durante a noite, uma fragrância se exala no local,ele perdidamente procurando saber onde se encontrava aquele perfume acaba encontrando a sua amada com o seu melhor amigo,Eurípedes,os dois tendo um caso…o seu acesso de raiva,guardada e angustiante,fez com que na volta para casa ele jogasse o carro naquela árvore,para que tudo e todos e fossem apagados de vez…

Renê Nunes

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Observador de meros devaneios do cotidiano...Onírico entre as minhas ordinárias composições