Ser referência nesta indústria é conquistar o cliente e obter leads.

A questão do relacionamento entre marcas, clientes e influenciadores digitais

Embora as mídias sociais estejam cada dia mais complexas e dinâmicas, são poucas as marcas que procuram se envolver com questões importantes como o relacionamento com os clientes e, muito menos, com os influenciadores digitais.

Na prática, ambos os trabalhos vem sendo deixados nas mãos das agências, que muitas vezes não oferecem uma experiência satisfatória, tanto pela falta de prática de quem está executando o job, erros no contato com estas pessoas e, até mesmo, a falta de qualquer visão com ênfase em negócios.

Em alguns casos, até o cliente da marca, que deveria ser o foco de qualquer trabalho, não recebe a atenção necessária. Normalmente este atendimento se baseia em frases repetitivas e sem qualquer objetivo, o que potencializa um problema grave de imagem a curto prazo.

É fato que as agências hoje vendem soluções de relacionamento que abordam os influenciadores e muitas vezes são responsáveis pela manutenção de perfis digitais, mas poucas são as marcas que fazem um acompanhamento além dos relatórios, que realmente vão à frente e colocam a mão na massa.

Essa falta de participação interna colabora para que as marcas sejam frágeis a partir de qualquer mudança. Diferente das agências que podem alocar seus trabalhos, as marcas ao trocar de fornecedores precisam recomeçar a partir do zero e poucas são capazes de atingir o mesmo nível de trabalho.

Há poucas semanas, o influenciador digital Guilherme Cury, blogueiro dos blogs Moda para Homens e Tudo para Homens, descreveu no Facebook como foi passar por um momento em que uma marca deixou de ser parceira após a troca de agências:

“Eu nunca tinha reparado que algumas dessas marcas viviam do relacionamento superficial. Isso é, faziam o contato apenas pelo braço delas (assessoria ou agência) e nunca deixaram vir de dentro (Marketing, RP interno, etc.).
E eis que por alguma infelicidade da vida essa marca, que teve um relacionamento superficial com você, perde esse braço. (troca de assessoria, de agência ou resolve fazer RP interno). Sabe o que acontece? Sim, do dia para a noite, eu não existo mais na vida delas”.

Ao trabalhar com Social Media, Social CRM, PR 2.0 e outras siglas, as marcas precisam entender que este é um trabalho de brand awareness que funciona a longo prazo e que necessita de pessoas que tenham vontade em aprender e aceitar constantes atualizações e mudanças.

É preciso também tirar a ideia de que uma alta na taxa de engajamento, por investimento de mídia massiva, seja um resultado positivo. Na verdade, este é um “case de sucesso” que o CEO do Facebook Mark Zuckerberg vai adorar mostrar aos seus acionistas.

Tanto em Social ou PR 2.0, o trabalho requer uma dedicação especial da agência em parceria com a equipe de marketing para gerar resultados. E, a partir disto, será possível resultar em leads qualitativos, desde menções espontâneas sobre a marca na mídia, até propostas relevantes no request a quote no site da empresa.

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