Facebook, ter ou não ter?

Hoje fazem 9 dias que desativei meu perfil no Facebook e estou tentando ficar sem. Até que não está sendo muito difícil, pois das outras vezes que tentei fazer isso, foi um processo um pouco mais árduo e eu não conseguia ficar dois dias sem entrar. Até agora tenho resistido.

O motivo que me fez tomar essa decisão e pelo qual estou firme em me manter fora da rede azul? Bem, eu estava um dia deitada na cama ouvindo música e de repente, parei para pensar na vida e comecei a buscar de cabeça, memórias dos anos de 2014 e 2015 e para minha surpresa, me lembrei apenas de um evento em cada ano.

Me assustei e comecei a pensar no que havia acontecido que hoje eu não possuía lembranças vivas desses anos em minha memória. Eu saí, viajei, chorei, fiquei doente, etc., mas não me lembrava. Adivinha quem me ajudou a lembrar? Ele mesmo, o “Feice”.

Tomei um susto e percebi que estava vivendo mais minha vida virtual do que a normal. Percebi que estava viciada. Há quem consiga ter a conta ativa e controlar, o que não é meu caso, por isso fui tão radical.

Nem me atrevi fazer um Instagram pelo mesmo motivo. Tenho algumas redes sociais que não são tão famosas e que consigo usar controladamente até. Durante esses nove dias, percebi que:

  • Não me sinto mais obrigada a ficar curtindo ou comentando;
  • Não me sinto culpada por me desconectar e ficar pensando que se eu perder algum acontecimento vou magoar alguém, ou seja, o famoso bater cartão;
  • Não me sinto menos querida. Agora sei que as pessoas demonstram de outras formas que gostam de nós e não só com curtidas;
  • Tenho mais tempo;

Não condeno quem usa, mas para mim, já deu. Pode ser que eu volte, mas está bom assim. O que de mais valioso aprendi foi: tomar cuidado para não fazer minha vida virtual , maior do que a real.

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