Num verão quebrado atravessava um destes dias mais frio. Algo frustra o que existe no peito. “Mas de novo, os abraços pedem desculpas”.

Estranho que trocávamos alguns toques de dedos e seletíveis sorrisos. Duas coisas acontecendo. Pelo menos algo acontecia. Breve, o primeiro estranho acontecimento se deu. O outro, mais normal, voou para a vida que tenho. O que agora tenho para dizer é a velha história que todos têm para contar.
“Um olho, noutro olho. Soturno, mea-culpa. Aquele beijo que não veio para encantar. A mão. Nosso rosto. Deito ao lado. Penso. Trago. Olho para mim. Olho de volta a ti. Vejo outra pessoa. Olho para mim. Aquela angústia que dorme na lembrança, que apodrece a carne deixando acumulada uma tristeza sem-fim”
No fim, nos tornamos irredutíveis, cada qual na sua esfera. Era a premissa de qualquer que seja a nossa forma de atuar no mundo. Mas sempre penso antes do mundo. “Seria de imediato esse mundo de infinda autopoesia para salvar-me desta violência inata que há em mim”.O abraço sela o nosso contrato social. E saio pela lado mais comodo dos teus braços. Desaperto também a dor que sinto, embora o velho sonâmbulo palpite pelo amor&dor.