O saber nunca foi tão complexo.
Um homem dentro do Caos e Paz de uma chuva torrencial aos arredores da Zona Norte, cansado de todos os dias serem os mesmos, de todas as falácias que anda escutando por aí e de todos os caminhos que vê e dão no mesmo endereço.
As mãos trêmulas, fruto de um trabalho árduo como Pedreiro, muitas vezes embaixo de um Sol escaldante, o coração batendo rápido e a respiração quase inexistente.
Um último suspiro antes que desabe por completo na imensidão da rua perto de casa, localizada na Vila da Penha.
Faltavam alguns passos até entrar em seu lar, mas não deu, os joelhos se chocam ao meio fio, as lágrimas são idênticas à chuva que bate em seu rosto.
Clama por ajuda por qualquer ser que o esteja escutando naquele momento, pede por sabedoria nesse mundo louco.
Passa as mãos pelo corpo na busca de um cigarro; um prazer momentâneo é tudo que ele precisava naquele momento.
A sabedoria é uma faca de dois gumes, ele pensa. Ao mesmo tempo que te dá clareza, te coloca em uma situação angustiante, ver além do muro nunca foi tão glorioso e medonho.
Já era 00:05 de uma Quarta quando Jairo entrou em casa. Engolir a comida, tomar um banho rápido e dar um beijo em Maria era tudo que ele precisa.
Deita para descansar o corpo, porque amanhã -
— o ciclo recomeça.
04/09/2018
