05. Do Amor Certeiro
2003
De amores ávido, o primórdio d’alma
quando era o espaço um funeral de luzes
Os verdes mares em marés de azuis
as multidões, acinzentadas palmas.
Andava então no paço estreito, ilustre
que me ocultava solidões em salvas
Me retirava em soluções de água alva
e transtornava o coração de embustes.
E hoje ao te olhar em véu solene esqueces
o quanto havia em nosso passado inteiro
felicidades nas paixões, nas preces!
E hoje teu olhar é o sol de meu canteiro
de quando a via não só nos dias de pressa
Mas me era a seta (e ainda é) do amor certeiro!
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