14. Os Confins de um Homem

2003


Se boquiaberto nas passagens suas
em todas elas, ah… em todas elas…
sinto o sublime transbordando dela,
também desnuda-se minha alma, nua!

Nas reticências deste amor que apela
sou um pobre frade que ora, à prece sua
num doce suor que o lava em alva Lua
na claridade de um amor que vela…

Então sozinho lhe direi jamais:
que qualquer coisa sempre traz seu nome
que em seus suspiros vêm sabores tais

Que os meus suspiros a sua boca come…
Que os meus desejos nos elevam mais…
Que os seus caprichos são os confins de um homem.

Email me when Renato E. Sakate publishes or recommends stories