22. Mas Eu te Espero

2003


Foste, meu amor, procurar teu caminho
noutra morada, no sentido oposto.
Deixaste em mim, da tua doçura, um gosto
Um pranto amargo, o que deixei de mim.

Mas eu te espero, um tanto livre e imposto
Posto que o mister coração sozinho
parece um canto abandonado em mimo
na solidão que não me cede encosto.

E me protejo nesta aliança, d’outra…
É derradeira, o grand finale, a errata.
Misericórdia, quero ver-te solta

dos aguilhões da loucura insensata,
dos trilhos tortos da ilusão revolta…
O teu retorno é o meu Natal sem data.

Email me when Renato E. Sakate publishes or recommends stories