ACOMPANHE AO VIVO OS BASTIDORES DA VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT

FOTO: AGÊNCIA BRASIL

por Carol Pires e Julia Duailibi

0h03

23h59

23h40

Kim Kataguiri, do MBL, comemorando a aprovação do processo de impeachment na Câmara com deputados da oposição.

23h36

“Seu filho da puta, falei que ia ser você “, diz Paulinho da Força (SD-SP, ao cumprimentar o tucano Bruno Araujo (PSDB-PE), que deu o voto 342.

23h26

Deputados do PT acompanham o resto da votação. Ordem é não esvaziar plenário, mas vermelhos já estão saindo.

23h00

“Seis, seis”, começa a gritar o plenário sobre os votos que faltam. “Vamos precisar reagir”, comenta Lindberg Farias.

22h53

Curiosamente, PT parece mais aguerrido neste final de votação com derrota iminente do governo.

22h52

Pepe Vargas (PT-RS) chama Benjamin Maranhao (SD-PB), que votou sim, de “batedor de carteiras”.

22h50

Ex-ministro Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) é chamado de “traidor”, “sem vergonha na cara” e “Silvério dos Reis” pela bancada petista.

22h45

Diretório do PT já tem reunião marcada para terça-feira em São Paulo. Irão discutir a estratégia para enfrentar o processo no Senado.

22h44

Wadih Damous (PT-RJ) diz que, se Senado aceitar abertura do processo contra Dilma, governo poderia propor novas eleições por meio de uma PEC ou plebiscito. “País entra numa nova fase. E PT volta a ser PT.”

22h27

Alice Portugal, do PCdoB, é mais uma a criticar Cunha na hora de votar pelo impeachment. Chamou-o de tirano. Cunha ouviu os impropérios impassível.

22h23

Senadores do PT assistem, de cara fechada, à sessão da Câmara: Humberto Costa, Glesi Hoffmann e Lindberg Farias. Oposição precisa de 29 votos para o impeachment.

22h14

Votos em sequência de Patrus Ananias e Reginaldo Lopes, ambos do PT, levantaram a bancada do partido. Oposição esteve mais ruidosa hoje.

22h05

“Isso aqui é o fim da política. Uma bosta”, disse Andrés Sanchez (PT-SP), aliado de Lula.

21h46

Tucanos paulistas se reúnem amanhã no Palácio dos Bandeirantes para discutir com o governador Geraldo Alckmin a repercussão da votação de hoje.

21h27

Julio Delgado (PSB-MG) chegou a negociar, com um grupo de deputados, fazer um ato de protesto contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Abandonariam a sessão e não votariam. A costura não deu certo e Delgado desistiu. “Já li Cervantes duas vezes, mas não tenho vocação pra Dom Quixote”, disse mais cedo. Agora reiterou sua posição anterior: votará pelo impeachment. A bancada de Minas Gerais será chamada a votar em breve. Delgado usará seu tempo para criticar Cunha, réu na Lava Jato. “Vou demarcar bem o terreno.”

21h09

Tendência é que José Eduardo Cardozo e Jaques Wagner falem pelo governo após a votação.

21h02

Bolsonaro fala e inflama o plenário. Russomanno (PRB) comenta: “Tenho amizade por ele. Fomos do mesmo partido (PP), mas acho que não há mais espaço para radicalismos. Agora, ele é honesto. Do PP, somos os únicos que não estão nessas denúncias”, disse sobre a Lava Jato.

21h00

Jair Bolsonaro elogia torturador Ustra. Jandira Feghali critica Cunha: “Decepção por ainda vê-lo sentado nesta cadeira.”

20h57

20h50

Vaias no plenário quando Clarissa Garotinho (PR) foi anunciada ausente.

20h27

Deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) foi chamado a votar, mas não está em plenário. Ele é aliado de Renan Calheiros, presidente do Senado.

20h24

Waldir Maranhão (PP-MA) cumpre acordo com o governador Flávio Dino (PCdoB-MA) e vota contra o impeachment. Maranhão era aliado de Eduardo Cunha, algoz de Dilma.

20h21

No Palácio da Alvorada, clima já é de admissão de derrota. Por enquanto, a ideia é que o ministro José Eduardo Cardozo fale sobre o resultado.

20h16

Comitê de imprensa da Câmara lotado. Foram distribuídas apenas 20 credenciais para acesso de jornalistas ao plenário.

20h13

Aécio Neves acompanha votação de sua casa em Brasília, com mulher e filhos.

20h09

PSDB já fala no day after. “O PMDB não pode fazer com a gente o que o PT fez com eles. Conversar com pedaços do partido. A conversa tem que ser institucional, com a direção do partido”, disse o senador Cássio Cunha Lima sobre o provável embarque tucano num governo Temer.

20h05

Ex-presidente Lula está com Dilma no Palácio da Alvorada assistindo à votação do impeachment.

20h00

Manifestantes não puderam chegar ao gramado do Congresso. Estão longe vendo os votos do telão.

19h46

Terceiro ex-ministro do governo Dilma a votar pelo impeachment: Edinho Araújo (ex-Portos). Os outros: Alfredo Nascimento e Mauro Lopes.

19h30

“Vocês vão ver a gente decolar”, diz Lucio Vieira Lima (PMDB-BA) sobre voto pró-impeachment dos deputados de São Paulo. “Será como aquela música: toma madeirada, toma madeirada.”

19h24

Deputado petista se aproxima de um assessor do governo no plenário e pergunta: “Você é concursado ou comissionado?” Ele responde: “Comissionado.” Deputado então diz, derrotado: “Prepare o seu currículo”.

19h18

Deputados assistem à votação do impeachment pela TV do cafezinho do plenário.

19h16

Bancada do PT abatida. O líder Florence, Vicentinho, Zarattini, Luiz Sergio, Pepe Vargas e outros integrantes do partido sentados nas cadeiras do plenário, sem dar apoio aos que votam com o governo no microfone.

19h04

Vice-líder do governo, Silvio Costa diz que, apesar do placar (104 a 28 e 3 abstenções), governo está dentro da meta. Segundo Costa, só houve duas traições até aqui — Giacobo e Alfredo Nascimento. Governistas ainda contam com nove votos “nem-nem” — aqueles que alegam “nem Dilma, nem Cunha” para se abster.

19h01

Informação do Alvorada: com esse ritmo de votação, perdemos.

19h00

Temer acompanha votação no Jaburu com dois ex-ministros de Dilma (Henrique Alves e Eliseu Padilha) e o ex-líder do governo Dilma Romero Jucá.

18h50

Alfredo Nascimento (PR) é mais um dos ministros de Dilma a traí-la. Nascimento foi titular dos Transportes e acaba de votar sim. Mauro Lopes (PMDB-MG), exonerado esta semana da Aviação Civil, já anunciou que votará pelo impeachment.

18h35

Governo assustado com “onda” do Paraná. Esperavam segurar mais o estado.

18h29

“Tá dentro das nossas contas.” Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu, tenta mostrar otimismo no plenário.

18h12

A presidente Dilma Rousseff acompanha a votação do impeachment do Palácio do Alvorada, residência oficial. Está acompanhada de Jaques Wagner, Ricardo Berzoini, Giles Azevedo e José Eduardo Cardozo.

18h10

“Cadê a porra da minha lista? Quero conferir”, diz ao telefone o vice-líder do governo, Silvio Costa, ao líder Zé Guimaraes.

18h07

Primeira abstenção: Pompeo de Mattos, do PDT-RS: “Nem Dilma, nem Cunha.” É do grupo que critica Eduardo Cunha, réu na Lava-Jato, na condução do processo.

18h05

Deputados já falam abertamente em “anistia” a Eduardo Cunha, pois ele terá “aprovado o impeachment”.

18h03

Nos bastidores, a base aliada já admite a derrota. Governistas acham que o Senado votará a abertura do processo de impeachment no dia 11 de maio. “Se dependesse do [senador Romero] Jucá, o breve, já poderia votar amanhã”, ironizou o senador Lindberg Faria (PT-RJ). Caso o Senado acate o processo, a presidente Dilma Rousseff é afastada por 180 dias até que a Casa conclua o julgamento.

18h00

Ministro da Defesa, Aldo Rebelo deixa discretamente a Câmara em direção ao Alvorada. Diz ter vindo conversar com os “muitos conterrâneos”. Ele é do PCdoB de Alagoas.

17h55

A cineasta Petra Costa, que dirigiu Elena, faz documentário sobre bastidores do impeachment com uma equipe no Salão Verde.

17h47

Jornalistas, assessores e familiares dos deputados sem acesso ao plenário assistem ao começo da votação do telão no Salão Verde.

17h46

Eduardo Cunha anuncia início da votação. Washington Reis (PMDB-RJ) é primeiro a votar: sim, pelo impeachment.

17h44

Líder da oposição na Câmara, Mendonça Filho (DEM-PE), com sua lista, na qual há 367 deputados pró-impeachment. Uma mudança foi o deputado Luis Tibé (PTdoB-MG), que decidiu virar pró-governo.

17h34

Orientação do Alvorada: estão pedindo “sangue frio” aos deputados para não se afligirem com começo da votação, que deverá ser ruim para o governo — os estados iniciais tendem a votar contra o Planalto. O Alvorada também quer estimular os que seriam favoráveis ao impeachment a se abster e dizerem que preferem “nem Dilma, nem Temer, e sim novas eleições.”

17h24

Lista de votação nas mãos da oposição. Avaliação dos oposicionistas é que o voto definidor do placar pró-impeachment virá por volta das oito da noite, de um deputado da Bahia ou da Paraíba.

17h11

“Tendência é impeachment. Governo que depende de Waldir Maranhão e Dudu da Fonte finca estaca podre no brejo.” Chico Alencar, do PSOL, contra impeachment.

17h04

Silvio Costa — com o rosto todo vermelho — chama presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de “bandido, ladrão. Esse canalha já devia estar preso”.

17h01

Silvio Costa, vice-líder do governo, berrando da tribuna agora: “Quem quer tirar a Dilma do Poder é o PCC, ‘Partido da Corja do Cunha’.”

16h41

500 dos 513 deputados presentes. Faltas favorecem o governo para barrar o impeachment.

16h39

Um governista ferrenho nos disse agora: “Muito difícil a gente ganhar.” Temem não chegar aos 150. Precisam de 171 para barrar o impeachment.

16h35

O senador Lindberg Farias (PT) critica o vice-presidente Michel Temer antes da votação do#impeachment.

16h22

“Tudo conversa de mentiroso”, diz Guilherme Campos, do PSD de Kassab, sobre listas de votação. Para ele, 20 deputados indecisos definirão placar.

16h02

Deputados só têm 10 segundos pra discursar na votação do impeachment Aqui um rascunho de última hora:

15h51

Um deputado viu Cristiane Brasil, filha do Roberto Jefferson, chegando com três barcos de sushi, gelo e três garrafas de whisky. “Virou festa.”

15h11

Orlando Silva, contra impeachment, diz que foco agora é nos deputados “nem-nem”, nem Dilma nem Temer, como Júlio Delgado e Pompeo de Mattos.

14h59

Dilma acompanha votação do Alvorada com Lula, Jaques Wagner, Ricardo Berzoini e Gilles Azevedo.

14h54

“Michel teme a Deus. Dilma diz ter dúvida”, afirma Pastor Everaldo, pró-impeachment. Destaca que doação à igreja do pai teve queda de 60% com a crise.

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