Ato 2 —

Redemoinho

Eu confesso que não sei o exato momento em que as coisas começaram a desandar, talvez o local e hora exata nem sejam os mesmos para cada, afinal somos tão diferentes. Descobrir isso talvez nem seja tão relevante para o sentido das coisas, mas de modo pode vir a calhar para que os erros não sejam repetidos no futuro.

Eu sinto o cheiro de terra molhada, de longe posso ver a chuva que nos cobrirá em estantes, eu tenho a opção de fugir e me abrigar, eu tenho a opção de me molhar e sentir o frio acompanhado. Eu fico.

Em outro momento eu vejo o ar seco e um calor escaldante, eu não gosto desse clima, ele me deixa para baixo e faz minha pressão baixar. De repente o vento que tão pouco trafega por aqui chega e fica, forma um redemoinho e o problema está lá, alguma coisa não pode ser revertida. Afinal, quem sabe como parar uma manifestação da natureza de tamanha proporção como essa? Eu vou.

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